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MI6

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MI6
Secret Intelligence Service
Predio do MI6 em Londres
Resumo da agencia
Formacao4 de julho de 1909 (116 anos)
Orgaos precedentes
  • Secret Service Bureau[1]
TipoServico de Inteligencia Estrangeiro
JurisdicaoGoverno de Sua Majestade[3]
Sede
Lema"Semper Occultus[2]"
Empregados3,644 (2022)[4]
Orcamento anualPS 3.711 bilhoes (2022)[4]
Ministros responsaveis
Executivos da agencia
  • Richard Moore, (Chefe do SIS)[5]
Sitio oficialsis.gov.uk

O Secret Intelligence Service, SIS, comumente conhecido como MI6 (Military Intelligence, Section 6), (em portugues: Servico Secreto de Inteligencia), e o servico de inteligencia estrangeira do Reino Unido,[6] encarregado principalmente da coleta e analise secreta de inteligencia humana no exterior (HUMINT),[7] em apoio a seguranca nacional do Reino Unido. O SIS e uma das agencias de inteligencia britanicas e o Chefe do Servico Secreto de Inteligencia ("C") responde diretamente perante o Ministro das Relacoes Exteriores.[3]

Formada em 1909 como a secao estrangeira do Secret Service Bureau,[1] a secao cresceu muito durante a Primeira Guerra Mundial, adotando oficialmente seu nome atual por volta de 1920.[8] O nome "MI6" (que significa Military Intelligence, Section 6) originou-se como um rotulo conveniente durante a Segunda Guerra Mundial, quando o SIS era conhecido por muitos nomes. Ainda e comumente usado hoje.[8] A existencia do SIS nao foi oficialmente reconhecida ate 1994.[9] Naquele ano, a Intelligence Services Act 1994 (ISA)[10] foi apresentado ao Parlamento do Reino Unido, para colocar a organizacao em uma base estatutaria pela primeira vez. Fornece a base juridica para as suas operacoes. Hoje, o SIS esta sujeito a supervisao publica do Investigatory Powers Tribunal[11] e da Intelligence and Security Committee of Parliament.[12]

As funcoes prioritarias declaradas do SIS sao o combate ao terrorismo, a contra-proliferacao, fornecer informacoes em apoio a seguranca cibernetica e apoiar a estabilidade no exterior para desmantelar o terrorismo e outras atividades criminosas.[13] Ao contrario das suas principais agencias irmas, o Security Service (MI5) e o Government Communications Headquarters (GCHQ), o SIS trabalha exclusivamente na recolha de informacoes estrangeiras; a ISA permite-lhe realizar operacoes apenas contra pessoas fora das Ilhas Britanicas.[14] Algumas das acoes do SIS desde a decada de 2000 suscitaram controversia significativa, como a sua alegada cumplicidade em atos de tecnicas aprimoradas de interrogatorio e entregas extraordinarias.[15][16]

Desde 1994, a sede do SIS esta localizada no SIS Building em Londres, na margem sul do Rio Tamisa.[17]

Historia e Desenvolvimento

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Fundacao

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O servico derivou do Secret Service Bureau, fundado em 1 de outubro de 1909.[1][8] O bureau foi uma iniciativa conjunta do Almirantado Britanico e do Ministerio da Guerra para controlar operacoes secretas de inteligencia no Reino Unido e no exterior,[18] concentrando-se particularmente nas atividades do governo imperial alemao. O escritorio foi dividido em secoes naval e militar que, ao longo do tempo, se especializaram em espionagem estrangeira e atividades de contraespionagem interna, respectivamente. Essa especializacao ocorreu porque o Almirantado queria conhecer a forca maritima da Marinha Imperial Alema. Esta especializacao foi formalizada antes de 1914. Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1916, as duas secoes passaram por mudancas administrativas, de modo que a secao estrangeira passou a ser a secao MI1(c) do Directorate of Military Intelligence.[19]

Seu primeiro diretor foi o Capitao Sir Mansfield George Smith-Cumming,[20] que muitas vezes abandonava o Smith na comunicacao de rotina. Ele normalmente assinava a correspondencia com seu C inicial em tinta verde.[21] Este uso evoluiu como um codinome e foi seguido por todos os diretores subsequentes do SIS ao assinar documentos para manter o anonimato.[8][22]

Primeira Guerra Mundial

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O desempenho do servico durante a Primeira Guerra Mundial foi misto, porque nao conseguiu estabelecer uma rede na propria Alemanha. A maior parte dos seus resultados veio de informacoes militares e comerciais recolhidas atraves de redes em paises neutros, territorios ocupados e na Russia.[23] Durante a guerra, o MI6 teve o seu principal escritorio europeu em Roterdao, de onde coordenou a espionagem na Alemanha e ocupou a Belgica.[24]

Periodo entre guerras

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54 Broadway, sede do SIS de 1924 a 1964

Apos a guerra, os recursos foram significativamente reduzidos, mas durante a decada de 1920, o SIS estabeleceu uma estreita relacao operacional com o servico diplomatico. Em agosto de 1919, Cumming criou o novo departamento de controle de passaportes, proporcionando cobertura diplomatica para agentes no exterior. O posto do Passport Control Officer provia imunidade diplomatica aos agentes.[25]

As Secoes Circulantes estabeleceram requisitos de inteligencia e repassaram a inteligencia aos seus departamentos de consumo, principalmente ao Ministerio da Guerra e ao Almirantado.[26]

O debate sobre a futura estrutura da Inteligencia Britanica continuou longamente apos o fim das hostilidades, mas Cumming conseguiu arquitetar o retorno do Servico ao controle do Ministerio das Relacoes Exteriores. Neste momento, a organizacao era conhecida em Whitehall por uma variedade de titulos, incluindo o Foreign Intelligence Service, o Secret Service, o MI1(c), o Special Intelligence Service e ate mesmo a organizacao C's. Por volta de 1920, comecou a ser cada vez mais referido como Secret Intelligence Service (SIS), um titulo que continua a usar ate os dias atuais e que foi consagrado na Intelligence Services Act de 1994. Durante a Segunda Guerra Mundial, o nome MI6 foi usado como bandeira de conveniencia, nome pelo qual e frequentemente conhecido na cultura popular desde entao.[8]

Nos anos imediatos do pos-guerra, sob Sir Mansfield George Smith-Cumming e durante a maior parte da decada de 1920, o SIS concentrou-se no comunismo, em particular no bolchevismo russo. Os exemplos incluem uma operacao frustrada para derrubar o governo bolchevique[27] em 1918 pelos agentes do SIS Sidney George Reilly[28] e Sir Robert Bruce Lockhart,[29] bem como esforcos de espionagem mais ortodoxos na antiga Russia Sovietica, liderados pelo capitao George Hill.[30]

Smith-Cumming morreu repentinamente em sua casa em 14 de junho de 1923, pouco antes de se aposentar,[31] e foi substituido como C pelo Almirante Sir Hugh "Quex" Sinclair. Sinclair criou as seguintes secoes:

  • Uma Secao Circulante Central de Contraespionagem Estrangeira, Secao V, para fazer a ligacao com o Servico de Seguranca para coletar relatorios de contraespionagem de estacoes no exterior;
  • Uma seccao de inteligencia economica, Secao VII, para tratar do comercio, da industria e do contrabando;
  • Uma organizacao clandestina de radiocomunicacoes, Secao VIII, para se comunicar com agentes e agentes no exterior;
  • Secao N para explorar o conteudo de malas diplomaticas estrangeiras;
  • Secao D para conduzir acoes politicas secretas e operacoes paramilitares em tempos de guerra. A Secao D organizaria a organizacao de resistencia do Esquema de Defesa Interna no Reino Unido e viria a ser a base do Special Operations Executive (SOE) durante a Segunda Guerra Mundial.[25][32]
Um jovem ingles, membro do Servico Secreto de Inteligencia, em Yatung, Tibete, fotografado por Ernst Schafer em 1939

Com a emergencia da Alemanha como uma ameaca apos a ascensao dos nazis, no inicio da decada de 1930 a atencao voltou-se nessa direcao.[25]

O MI6 ajudou a Gestapo, a policia secreta nazista, na "troca de informacoes sobre o comunismo" ate outubro de 1937, ja em plena era nazista; o chefe da estacao de Berlim da agencia britanica, Frank Foley, ainda foi capaz de descrever a sua relacao com o chamado especialista em comunismo da Gestapo como "cordial".[33]

Sinclair morreu em 1939, apos uma doenca, e foi substituido como C pelo Tenente-coronel Stewart Menzies (Horse Guards), que estava no servico desde o final da Primeira Guerra Mundial.[34]

Nos dias 26 e 27 de julho de 1939,[35] em Pyry, perto de Varsovia, representantes da inteligencia militar britanica, incluindo Dilly Knox, Alastair Denniston e Humphrey Sandwith, foram apresentados por seus colegas poloneses aliados as suas tecnicas e equipamentos de descriptografia Enigma, incluindo folhas Zygalski e a criptologica "Bomba", e foi prometida a entrega futura de uma maquina Enigma duplicada, construida na Polonia, com engenharia reversa. A demonstracao representou uma base vital para a continuacao e o esforco britanico posterior.[36] Durante a guerra, os criptologistas britanicos descriptografaram um grande numero de mensagens criptografadas na Enigma. A inteligencia obtida desta fonte, codinome "Ultra" pelos britanicos, foi uma ajuda substancial ao esforco de guerra dos Aliados.

Segunda Guerra Mundial

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Durante a Segunda guerra Mundial, o trabalho de inteligencia humana do SIS foi ofuscado por diversas outras iniciativas:

A GC&CS era a fonte de inteligencia Ultra, o que foi muito util.[37]

O chefe do SIS, Stewart Menzies, insistiu no controle de quebra de codigos em tempos de guerra, o que lhe deu muito poder e influencia, os quais usou judiciosamente. Distribuindo o material Ultra coletado pela Government Code & Cypher School, pela primeira vez, MI6 tornou-se uma parte importante do governo. Vastas brechas nos sinais doEnigma dos Nazistas deram a Menzies e a seu time um enorme conhecimento sobre as estrategias de Adolf Hitler, o que foi mantido sob segredo.[38]

O fracasso mais significante do servico durante a guerra foi conhecido como o incidente Venlo, nomeado assim por conta da cidade holandesa na qual boa parte da operacao tomou lugar. Agentes do servico secreto do exercito alemao, o Abwehr, e a secao de contraespionagem do Sicherheitsdienst (SD), posaram como oficias de alto escalao envolvidos numa trama para depor Hitler. Numa serie de reunioes entre agentes do SIS e os "conspiradores", os planos da SS de sequestrar a esquipe do SIS foram arquivados devido a presenca da politica holandesa. Na noite entre 8 e 9 de Novembro de 1939, uma reuniao aconteceu sem a presenca da politica. Nesta reuniao, dois agentes do SIS foram devidamente sequestrados pela SS.[39]

Em 1940, o jornalista e agente sovietico Kim Philby aplicou para uma vaga na Secao D do SIS, e foi vetado por seu amigo e companheiro agente sovietico Guy Burgess. Quando a Secao D foi absorvida pelo Special Operations Executive (SOE), no verao de 1940, Philby foi apontado como um instrutor nas artes da "propaganda negra" no estabelecimento de treinamento do SOE, em Beaulieu, Hampshire.[40]

No inicio de 1944, o MI6 restabeleceu a Secao IX, sua secao anti-sovietica antes da guerra, e Philby assumiu uma posicao nela. Ele conseguiu alertar o NKVD sobre todas as informacoes britanicas sobre os sovieticos - inclusive o que o OSS americano havia partilhado com os britanicos sobre os sovieticos.[41]

Apesar dessas dificuldades, o servico, contudo, conduziu operacoes substanciais e bem sucedidas na Europa ocupada e nos Medio e Extremos Orientes, onde operava sob o nome de Interservice Liaison Department (ISLD).[42]

Guerra Fria

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Em agosto de 1945 o oficial da inteligencia russa, Konstantin Volkov, tentou desertar para o Reino Unido, oferecendo os nomes de todos os agentes sovieticos que estavam trabalhando dentro da Inteligencia Britanica. Philby recebeu o memorando sobre a oferta de Volkov e alertou os sovieticos para que pudessem prende-lo.[43] Em 1946, o SIS absorveu os "rastros" remanescentes da Special Operations Executive, dispersando seu pessoal e equipamentos entre suas divisoes operacionais ou controladorias e novos Directorates for Training and Development for War Planning.[44] O arranjo de 1921 foi simplificado com as unidades geograficas e operacionais redesignadas "Secoes de Producao", classificadas regionalmente sob as Controladorias, todos sob um Diretor de Producao. As secoes circulares foram renomeadas de "Secoes de Requerimento" e postas sob um Diretorio de Requerimentos.

As operacoes do SIS contra a URSS foram extremamente comprometidas pelo fato de que a Secao de Contraespionagem do pos-guerra, R5, foi liderada por dois anos por um agente que trabalhava para a Uniao Sovietica, Harold Adrian Russell "Kim" Philby. Apesar do dano de Philby ter sido mitigado por muitos anos devido a sua transferencia como Chefe de Estacao na Turquia, ele posteriormente retornou e foi o oficial encarregado de fazer a ponte de ligacao da Inteligencia do SIS com a Embaixada em Washington D.C. Nessa qualidade ele comprometeu um programa de operacoes paramilitares conjuntas entre EUA e o Reino Unido (Albanian Subversion, Valuable Project) na Albania de Enver Hoxha (embora mostra-se que essas operacoes foram comprometidas "no solo" pela pobre disciplina securitiva entre os albaneses imigrantes recrutados para realizar as operacoes). Philby foi dispensado do cargo e tranquilamente aposentado em 1953 apos a desercao de seus amigos e companheiros do "Cambridge spy ring" (Rede de Espionagem Cambridge) Donald Duart Maclean e Guy Burgess.[45]

O SIS sofreu posteriores constrangimentos quando se descobriu que um oficial envolvido nas operacoes do tunel de Viena e Berlim, havia se tornado um agente sovietico durante internamento pelos chineses no decorrer da Guerra da Coreia. Esse agente, George Blake, retornou de seu internamento para ser tratado como um heroi por seus contemporaneos no "escritorio". Sua autorizacao de seguranca foi restaurada, e em 1953 ele foi enviado para a Estacao de Viena onde os originais Tuneis de Viena funcionaram por anos. Apos avisar isso aos seus superiores sovieticos, ele foi atribuido a equipe britanica envolvida na Operacao Ouro, o tunel de Berlim, e que foi, consequentemente, um plano falido desde o inicio. Em 1956, o diretor do SIS John Alexander Sinclair teve que renunciar apos o caso mal resolvido da morte de Lionel Crabb.[46]

As atividades do SIS incluiam uma serie de acoes politicas secretas, incluindo a derrubada de Mohammed Mossadegh no Golpe de Estado no Ira em 1953 (em colaboracao com a Agencia Central de Inteligencia dos Estados Unidos).[47]

Apesar da anterior penetracao sovietica, o SIS comecou a se recuperar como resultado da melhoria da depuracao e da seguranca, e de uma serie de discernimentos bem-sucedidos. A partir de 1958, SIS teve tres polos na UB polonesa (Ministerio de Seguranca Publica), o mais bem-sucedido dos quais recebeu o codinome NODDY.[48] A CIA descreveu a informacao que o SIS recebeu desses Polos como "uma das mais valiosas informacoes ja coletadas" e recompensou o SIS com US$ 20 milhoes para expandir sua operacao polonesa.[48] Em 1961 o desertor polones Michael Goleniewski expos George Blake como um agente sovietico. Blake foi identificado, preso, sentenciado por espionagem e enviado a prisao. Ele escapou e foi exfiltrado para a URSS em 1966.[49]

Ademais, no GRU (Main Intelligence Agency of the General Staff of the Armed Forces of the Russian Federation), eles recrutaram o Coronel Oleg Penkovsky. Penkovsky trabalhou por dois anos com um consideravel sucesso, provendo milhares de documentos fotografados, incluindo manuais de foguetes do Exercito Vermelho que permitiam os analistas do National Photographic Interpretation Center (NPIC - Centro de Interpretacao Fotografica Nacional) reconhecerem o padrao de emprego do SS4 MRBMs e SS5 IRBMs sovieticos em Cuba em Outubro de 1962[50]. Operacoes do SIS contra a URSS continuaram a ganhar ritmo no restante da Guerra Fria, indiscutivelmente, culminando com o recrutamento de Oleg Gordievsky quem possibilitou o SIS chegar a melhor parte da decada, entao com sucesso exfiltrado da URSS pela fronteira finlandesa em 1985.[51]

A real escala e impacto das atividades do SIS durante a segunda metade da Guerra Fria permanecem desconhecidos, porque a maior parte de suas operacoes mais bem-sucedidas, dirigidas contra os oficiais sovieticos, foram resultado de operacoes de um "terceiro pais" que recrutava fontes sovieticas viajando para o exterior na Asia e na Africa. Isso inclui a desercao para a Estacao do SIS no Teera do agente da KGB Vladimir Kuzichkin em 1982, filho de um alto membro do Politburo e membro da Internal Second Chief Directorate da KGB que forneceu ao SIS e ao governo britanico um aviso sobre a mobilizacao da Alpha Force do KGB durante o Golpe de Agosto de 1991 que derrubou brevemente o lider sovietico Mikhail Gorbachev.[52]

Apos a Guerra Fria

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O fim da Guerra Fria levou a uma reorganizacao das prioridades existentes. O bloco sovietico deixou de ser o foco das atividades operacionais, apesar da estabilidade e das intencoes de uma Russia Federativa enfraquecida, mas ainda com capacidade nuclear, constituia uma significativa preocupacao. Como alternativa, tomaram a dianteira requerimentos de inteligencia funcional ao inves de geografica, como contra proliferacao (atraves da Secao de Producao e Segmentacao, Secao de Contra Proliferacao) que foi uma esfera ativa desde a descoberta de estudantes de fisica paquistaneses pesquisando assuntos relacionados a armas nucleares em 1974; contraterrorismo (atraves de duas secoes comuns que ocorriam em colaboracao com o Servico de Seguranca, um para o republicanismo irlandes e o outro para terrorismo internacional); contra narcoticos e crimes serios (originalmente criado sob a Controladoria do Hemisferio Ocidental em 1989); e a secao de "questoes globais" encarregada de questoes como o meio ambiente e questoes sobre o bem-estar publico. Por volta dos anos 1990 estas secoes foram consolidadas em um novo cargo de Controladoria, Global e Funcional.

Durante a transicao, Sir Colin McColl abracou uma nova, embora limitada, politica de abertura a impressa e ao publico, com os "assuntos publicos" incluidos no sumario de Director, Counter-Intelligence and Security (renomeado Director, Security and Public Affairs). As politicas de McColl eram parte de uma "iniciativa governamental aberta" mais ampla desenvolvida a partir de 1993 pelo governo de John Major. Como parte disso, operacoes do SIS e do GCHQ (Government Communications Headquarters - Sede de Comunicacoes Governamentais), foram colocados em uma base estatuaria atraves do Lei de Servicos de Inteligencia de 1994. Embora a Lei provesse procedimentos para Autorizacoes e Mandatos, isso essencialmente consagrou mecanismos que estavam em vigor pelo menos desde 1953 (para Autorizacoes) e 1985 (sob a Lei de Intercepcao de Comunicacoes, para Mandados). Sob essa lei, desde 1994, as atividades do SIS e GCHQ foram objeto de escrutinio do Parliament's Intelligence and Security Committee (Comite de Inteligencia e Seguranca do Parlamento).[53]

Durante meados dos anos 1990, a comunidade de inteligencia britanica foi submetida a uma revisao abrangente de custos pelo governo. Como parte de cortes de defesa mais amplos, o SIS reduziu seus recursos em 25% e a alta administracao foi reduzida em 40%. Como consequencia desses cortes, as divisoes de Requerimentos (anteriormente as secoes circulantes do Arranjo de 1921) foram privadas de qualquer tipo de representacao no quadro de diretores. Ao mesmo tempo, as Controladorias do Oriente Medio e da Africa foram reduzidos e amalgamados. Segundo as descobertas da Review of Weapons of Mass Destruction (Revisao de Armas de Destruicao em Massa) do Lord Butler Brockwell, a reducao das capacidades operacionais no Oriente Medio e a capacidade da Divisao de Requerimentos de averiguar a qualidade das informacoes fornecidas pela Controladoria do Oriente Medio enfraqueceu as estimativas do Joint Intelligence Committee (Junta do Comite de Inteligencia) sobre os programas de armas nao-convencionais do Iraque. Essas fraquezas contribuiram para as avaliacoes erradas do Reino Unido sobre as "armas de destruicao em massa" do Iraque no momento anterior a invasao do pais em 2003.[54]

Guerra ao Terror

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Durante a Guerra ao terror, o SIS aceitou informacoes da CIA que foram obtidas por meio de tortura, incluindo o programa de redencao extraordinaria. Craig Murray, um embaixador britanico no Uzbequistao, escreveu diversos memorandos criticos da aceitacao desse tipo de informacao pelo Reino Unido; ele entao foi demitido de seu cargo.[55]

No inicio da invasao do Iraque em 2003, e alegado, apesar de nao confirmado, que alguns SIS conduziram a "Operation Mass Appeal" que era uma campanha para disseminar historias na midia sobre as armas de destruicao em massa no Iraque. A operacao foi transmitida no jornal britanico The Sunday Times em dezembro de 2003.[56][57] Declaracoes do ex-inspetor de armas Scott Ritter sugerem que campanhas de propaganda similares contra o Iraque remontam a decada de 1990. Ritter diz que o SIS o recrutou em 1997 para ajudar num esforco propagandistico. "O objetivo era convencer o publico que o Iraque era uma ameaca muito maior do que realmente era.[58] No final da invasao, agentes do servico de inteligencia secreta (SIS) operando no aeroporto internacional de Bagda com a protecao do Special Air Service (SAS - Servico Aereo Especial) comecaram a restabelecer uma estacao em Bagda e comecaram a acumular conhecimento; em particular sobre armas de destruicao em massa, depois que se tornou claro que o Iraque nao as possuiam, MI6 teve que oficialmente retirar a inteligencia de pre-invasao sobre eles. Nos meses apos a invasao, eles tambem comecaram a reunir inteligencia politica; prevendo o que poderia acontecer no Iraque pos-Baath. Membros do MI6 nunca excederam 50; no comeco de 2004, a parte do apoio a Task Force Black (Forca-Tarefa) em cacar antigos membros do partido Baath, MI6 tambem fez um esforco em alvejar o "terrorismo transnacional"/redes jiadistas que levaram o SAS a por em pratica a Operacao Aston em fevereiro de 2004: eles conduziram um ataque a uma casa em Bagda que era parte de um "oleoduto jiadista" que corria do Ira ao Iraque no qual as agencias de inteligencia dos EUA e do Reino Unido estavam rastreando os suspeitos - o ataque capturou membros de um grupo terrorista com base no Paquistao. Pouco antes da Segunda Batalha de Faluja, membros da MI6 visitaram a Temporary Screening Facility (TSF - Instalacao Temporaria de Triagem) do Joint Special Operations Command (JSOC - Comando de Operacoes Especiais Conjuntas) americano no Balad para interrogar um suspeito insurgente, apos a visita eles suscitaram preocupacoes relativas as mas condicoes de detencao e, como resultado, o governo britanico informou o JSOC no Iraque que os prisioneiros capturados pelas forcas especiais britanicas so seriam entregues ao JSOC se houvesse o compromisso de nao envia-los ao Balad. Na primavera de 2005, o destacamento SAS que operava em Bacora e no sul do Iraque, conhecido como Operacao Hathor escoltou os oficiais do "caso" do MI6 para Bacora, para que pudessem encontrar suas fontes e superiores e o MI6 forneceu informacoes que habilitaram o destacamento realizar operacoes de vigilancia. MI6 tambem se envolveu na resolucao do incidente da prisao de Bacora; o SIS desempenhou um papel central na retirada britanica de Bacora em 2007.[59]

Em julho de 2011, foi reportado que o SIS fechou diversas de suas estacoes nos ultimos anos, particularmente no Iraque onde costumava ter varios postos avancados no sul do pais, na regiao de Bacora, de acordo com o relatorio anual do Comite Parlamentar de Inteligencia e Seguranca. Os fechamentos permitiram o servico focar sua atencao no Paquistao e no Afeganistao, sendo nestes paises suas principais estacoes.[60] Em 12 de Julho de 2011, oficiais da inteligencia do MI6, junto com outras agencias de inteligencia rastrearam dois anglo-afegaos ate um hotel em Herat no Afeganistao, que foram pegos tentando "estabelecer contato" com o Taliban ou a al-Qaeda para aprender tecnicas do fabrico de bombas; operadores da SAS prenderam eles e acredita-se que foram os primeiros britanicos capturados vivos no Afeganistao desde 2001.[61][62]

Em outubro de 2013, o SIS apelou para um reforco e membros extra de outras agencias de inteligencia em meio a crescentes preocupacoes com a ameaca terrorista do Afeganistao e com a preocupacao de que o pais se tornara um "vacuo de inteligencia" apos a retirada das tropas britanicas no final de 2014.[63]

Em marco de 2016, foi reportado que o MI6 esteve envolvido na Guerra Civil Libia desde janeiro daquele ano, resguardado pela SAS, para se encontrar com oficiais libios para discutir o fornecimento de armas e treinamento para o Exercito Sirio e para as milicias lutando contra o Estado Islamico.[64]

Em abril de 2016, foi revelado que equipes do MI6 com membros do Special Reconnaissance Regiment (Regimento Especial de Reconhecimento) destacados para eles, foram enviadas ao Iemen para treinar forcas iemenitas que estao combatendo o AQAP (al-Qaeda na Peninsula Arabica), assim como identificar alvos para ataques de drones.[65]

Construcoes

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O quartel-general do Servico Secreto de Inteligencia (SIS)

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Desde 1995, o quartel general do SIS tem sido no numero 85 de Vauxhall Cross, ao longo de Albert Embankment em Vauxhall, nas margens do rio Tamisa atraves da Ponte Vauzhall, em Londres. Outras centrais (headquarters) foram o Century House, o numero 100 da estrada Westminster Bridge, Lambeth (distrito no centro de Londres) de 1966 a 1995, e na rua Rainha Victoria, tambem na regiao central de Londres, de 1924 a 1966.

(Apesar do SIS ter operado da Broadway, ele tinha sua base na rua St James, fazendo uso consideravel dos estornos do St Ermin's Hotel).

O predio foi desenhado pelo Sir Terry Farrell e construido por John Laing.[66] A empresa desenvolvedora, denominada Regalian Properties, entrou em contato com o governo em 1987 para verificar se o mesmo tinha interesse no predio proposto. Ao mesmo tempo, o servico de seguranca MI5 procurava acomodacoes alternativas, entao a co-localizacao dos dois servicos foi estudada. No final, essa proposta foi abandonada devido a falta de predios de tamanho adequado (existente ou proposto), alem das consideracoes de seguranca por promover apenas um alvo para possiveis ataques. Em dezembro de 1987, o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher aprovou a compra do novo predio para o SIS.[67]

O design do predio foi revisado a fim de incorporar a protecao necessaria para o ajuntamento da agencia de inteligencia externa do Reino Unido. Isso inclui um aumento generalizado da seguranca, protecoes extensivas aos computadores, areas tecnicas, protecao contra bombardeios, sistemas de apoio de emergencia e protecao contra espionagem. Enquanto os detalhes e custos da construcao foram divulgados, cerca de dez anos depois da divulgacao do relatorio origina, escrito do Tribunal de Contas Nacional (National Audit Office), alguns dos servicos especiais requisitados permaneceram confidenciais. O relatorio do Tribunal de Contas, denominado "Thames House and Vauxhall Cross", tem certamente detalhes omitidos, descrevendo em detalhes os custos e problemas de certas modificacoes, mas nao o quanto eles representam de fato.[67] Segundo o guia de viagens de Londres, escrito por Rob Humphrey, sugere-se que uma dessas modificacoes omitidas seria um tunel abaixo do Tamisa ate a estrada de Whitehall. O Tribunal de Contas colocou com custo final de 135.05m de libras pela compra do predio basico, ou 152.6m libras incluindo os servicos especiais requisitados.[67]

O cenario dos escritorios do SIS apareceu nos seguintes filmes de James Bond: Contra GoldenEye, O Mundo Nao e o Bastante, Um Novo dia Para Morrer, Operacao Skyfall e Contra Spectre. O Servico Secreto de Inteligencia permitiu as filmagens no predio em si pela primeira vez em O Mundo Nao e o Bastante para a sequencia pre-creditos, onde uma bomba escondida em uma pasta cheia de dinheiro e detonada dentro do predio. Um artigo do jornal ingles Daily Telegraph afirmara que o governo britanico se opos as filmagens, o que foi negado por um porta-voz do escritorio para assuntos estrangeiros do governo. Em Skyfall, o predio e novamente atacado por uma explosao, desta vez atraves de um ciber ataque acionando um dispositivo de gas e incendiando o ambiente; depois desse evento, os funcionarios do servico secreto sao levados para uma instalacao secreta no subsolo.[68] Em 007: Contra Spectre, o chefe de uma organizacao criminosa Spectre, Esrnst Stavro Blofeld, aprisiona o agente James Bond junto a Bond Girl desse filme, Dra. Madeleine Swann, dentro dos escombros do predio. Blofeld, por sua vez, detona a bomba colocada dentro do predio, demolindo o que restava deste, apesar de Bond conseguir salvar a Dra. Swann e escapado ante da explosao final.[69]

Na tarde do dia 20 de setembro de 2000, o predio foi atacado usando uma arma construida na Russia, denominada RPG-22. Ao acertar o oitavo andar, o missil projetado pela arma causou apenas danos superficiais. A linha antiterrorista da Policia Metropolitana atribuiu responsabilidade ao IRA pelo ataque.[70]

Outras Construcoes

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A maioria dos outros predios e ocupada pelo Escritorio para Assuntos Estrangeiros e da Commonwealth. Eles incluem:

Parque Hanslope: nos arredores de Milton Keynes, na habitacao do Centro de Comunicacoes do Governo de Vossa Majestade, que fornece apoio ao Escritorio para Assuntos Estrangeiros e da Commonwealth e a Comunidade de Inteligencia Britanica.[71]

Forte Monckton: Antigo Forte datando do ano de 1780, reconstruido em 1880, hoje e centro de treinamentos em campo do SSI.[72]

O apelido do MI6 e O Circo. Alguns dizem que o nome foi cunhado por John le Carre (David Cornwell, antigo oficial do SIS) em seus romances de espionagem. Leo Marks, em seu autobiografico Between Silk and Cyanide explica que o nome surge porque uma das secoes da organizacao britanica durante a Segunda Guerra Mundial, o Centro Executivo de Operacoes Especiais, ocorreu em um edificio no numero 1 da Dorset Square, em Londres, que anteriormente era de posse dos diretores do circo Bertram Mills. Esta suspeita inspirou muitas piadas dentro do Servico Secreto.[73]

Principal artigo: Chief of the Secret Intelligence Service

  • 1909-1923: Sir Mansfield Smith-Cumming, KCMG CB
  • 1923-1939: Admiral Sir Hugh Sinclair, KCB
  • 1939-1952: Major General Sir Stewart Menzies, KCB KCMG DSO MC
  • 1953-1956: Sir John Alexander Sinclair, KCMG CB OBE
  • 1956-1968: Sir Richard White, KCMG KBE
  • 1968-1973: Sir John Rennie, KCMG
  • 1973-1978: Sir Maurice Oldfield, GCMG CBE
  • 1979-1982: Sir Dick Franks, KCMG
  • 1982-1985: Sir Colin Figures, KCMG OBE
  • 1985-1989: Sir Christopher Curwen, KCMG
  • 1989-1994: Sir Colin McColl, KCMG
  • 1994-1999: Sir David Spedding, KCMG CVO OBE
  • 1999-2004: Sir Richard Dearlove, KCMG OBE
  • 2004-2009: Sir John Scarlett, KCMG OBE
  • 2009-2014: Sir John Sawers, KCMG
  • 2014-2020: Alex Younger. KCMG
  • 2020-2025: Sir Richard Moore, KCMG
  • 2025-presente: Dame Blaise Metreweli, CMG, vai tomar posse em 1deg de outubro de 2025

Ver tambem

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Lista de agentes do servico secreto:

  • Cambridge Five, Circulo de espionagem sovietica na Guerra Fria
  • Anthony Blunt: oficial do MI5 e agente sovietico.
  • Guy Burgess: oficial do SIS e agente sovietico.
  • John Cairncross: oficial do SIS e agente sovietico.
  • Donald Maclean: oficial do SIS e agente sovietico.
  • Kim Philby: oficial do SIS e agente sovietico.
  • James Bond, 007: personagem ficticio da serie popular de livros, filmes e videogame, que dizem trabalhar para o MI6.
  • David Cornwell (conhecido como John le Carre): autor, antigo oficial do SIS.
  • Andrew Fulton: membro do Partido Conservador da Escocia.
  • Charles Cumming: autor
  • Paul Dukes: oficial do SIS e autor
  • Frederick Forsyth: autor e dito como agente do MI6
  • Ian Fleming: autor dos romances de James Bond, anteriormente oficial do Divisao de Inteligencia Naval
  • Graham Greene: autor, anteriormente oficial do SIS
  • Ralph Izzard: jornalista, autor, anteriormente oficial do Divisao de Inteligencia Naval
  • Horst Kopkow: oficial da SS que trabalhara pelo SIS depois da Segunda Guerra Mundial
  • Alec Leamas: personagem ficticio que trabalha para o SIS (ou the Circus nos romances) aparece na obra de John Le Carre em 1963, e interpretado por Richard Burton no filme de 1965
  • Sidney Reilly: trabalhara para o SIS e outros
  • Alex Rider: agente ficticio do MI6; personagem britanico na serie de autoria de Anthony Horowitz
  • Alan Blunt, lider ficticio da Divisao Especial de Operacoes, personagem na serie britanica Alex Rider de autoria de Anthony Horowitz
  • Mrs. Jones: lider ficticia da Divisao Especial de Operacoes, superior de Alan Blunt
  • Ian Rider: agente, tio de Alex Rider e irmao de John Rider
  • John Rider: agente ficticio, pai de Alex Rider e irmao de Ian Rider
  • Krystyna Skarbek: agente
  • Aggie MacKenzie: apresentadora de TV e jornalista que passara dois anos trabalhando para o MI6
  • George Smiley: personagem ficticio da serie de livros e filmes de John Le Carre que trabalha para o MI6
  • Richard B. Tinsley: oficial do SIS, chefe de estacao durante a Primeira Guerra Mundial
  • Richard Tomlinson: autor, anteriormente oficial do SIS
  • Valentine Vivian: Vice-Presidente do SIS e lider da Secao V de Contra-Espionagem
  • Gareth Williams: destacado para o SIS no GCHQ, provavelmente morto ilegalmente.

Referencias

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Ligacoes externas

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