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Engenharia

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A Catedral Metropolitana de Brasilia e os palacios da capital federal, projetados pelo engenheiro Joaquim Cardozo com bases delgadas que apenas tocam o chao, sao as principais conquistas da engenharia estrutural brasileira.
A Falkirk Wheel, um exemplo da aplicacao de varias tecnicas e ciencias da engenharia.

Engenharia e a aplicacao do conhecimento cientifico, economico, social e pratico, com o intuito de planejar, desenhar, construir, manter e melhorar estruturas, maquinas, aparelhos, sistemas, materiais e processos. O profissional de engenharia aplica os conhecimentos matematicos e tecnicos para a criacao, aperfeicoamento e implementacao de utilidades que realizam uma funcao ou objetivo especifico.[1]

Nos processos de criacao, aperfeicoamento e complementacao, a engenharia conjuga os varios conhecimentos especializados no sentido de viabilizar as utilidades, tendo em conta a sociedade, a tecnica, a economia e o meio ambiente.

A engenharia e uma area bastante abrangente que engloba uma serie de ramos mais especializados, cada qual com uma enfase mais especifica em determinados campos de aplicacao e em determinados tipos de tecnologia.[2]

O profissional da engenharia

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Ver artigo principal: Engenheiro
O anel de ferro, simbolo dos engenheiros no Canada.

O engenheiro e o profissional que exerce a pratica de engenharia. Em muitos paises, o exercicio da profissao de engenheiro obriga, para alem da habilitacao com um curso superior de engenharia, a uma licenca ou certificacao profissional atribuida pelo estado, por uma associacao profissional, ordem ou instituicao de engenheiros ou por um outro tipo de orgao de regulamentacao profissional. Conforme o pais, aos profissionais devidamente certificados ou licenciados esta reservado o uso exclusivo do titulo profissional de "engenheiro" ou estao reservados outros titulos formais como "engenheiro profissional", "engenheiro encartado", "engenheiro incorporado", "engenheiro diplomado" ou "Engenheiro Europeu".

Normalmente, a lei restringe a pratica de determinados atos de engenharia aos profissionais certificados e habilitados para tal, ainda que a pratica dos restantes nao esteja sujeita a essa restricao.

Para alem da certificacao como engenheiro propriamente dito, em alguns paises existe a certificacao como tecnico de engenharia ou engenheiro tecnico, associada aos profissionais com uma habilitacao correspondente a um curso superior de 1o ciclo na area da engenharia.

Historia

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Ver artigo principal: Artes mecanicas
Piramide egipcia de Quefren.
Balista, um engenho de guerra romano.
Maquina de Anticitera, o primeiro computador mecanico.
Maquina a vapor de Thomas Savery.

O conceito de engenharia existe desde a antiguidade, a partir do momento em que o ser humano desenvolveu invencoes fundamentais como a roda, a polia e a alavanca. Cada uma destas invencoes e consistente com a moderna definicao de engenharia, explorando principios basicos da mecanica para desenvolver ferramentas e objetos utilitarios.[3][4]

O termo "engenharia" em si tem uma etimologia muito mais recente, derivando da palavra "engenheiro", que apareceu na lingua portuguesa no inicio do seculo XVI e que se referia a alguem que construia ou operava um engenho. Naquela epoca, o termo "engenho" referia-se apenas a uma maquina de guerra como uma catapulta ou uma torre de assalto. A palavra "engenho", em si, tem uma origem ainda mais antiga, vindo do latim "ingenium" que significa "genio" ou seja uma qualidade natural, especialmente mental, portanto uma invencao inteligente.[5]

Mais tarde, a medida que o projeto de estruturas civis como pontes e edificios amadureceu como uma especialidade tecnica autonoma, entrou no lexico o termo "engenharia civil" como forma de distincao entre a atividade de construcao daqueles projetos nao militares e a mais antiga especialidade da engenharia militar. Hoje em dia, os significados originais dos termos "engenharia" e "engenharia civil" estao ja largamente obsoletos, mas ainda sao usados como tal em alguns paises ou dentro do contexto de algumas forcas armadas.[4][6]

Antiguidade

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O Farol de Alexandria, as Piramides do Egipto, os Jardins Suspensos da Babilonia, a Acropole de Atenas, o Partenon, os antigos aquedutos romanos, a Via Apia, o Coliseu de Roma, Teotihuacan e as cidades e piramides dos antigos Maias, Incas e Astecas, a Grande Muralha da China, entre muitas outras obras, mantem-se como um testamento do engenho e habilidade dos antigos engenheiros militares e civis.[4][6]

O primeiro engenheiro civil conhecido pelo nome foi Imhotep. Como um dos funcionarios do farao Djoser, Imhotep provavelmente projetou e supervisionou a construcao da Piramide de Djoser, uma piramide de degraus em Sacara, por volta de 2630 a.C.-2611 a.C.. Este podera tambem ter sido o responsavel pelo primeiro uso da coluna na arquitetura.

Os antigos gregos desenvolveram maquinas tanto no dominio civil como no militar. A Maquina de Anticitera (o primeiro computador mecanico conhecido) e as invencoes mecanicas de Arquimedes sao exemplos da primitiva engenharia mecanica. Estas invencoes requereram um conhecimento sofisticado de engrenagens diferenciais e planetarias, dois principios-chave na teoria das maquinas que ajudou a projetar as embreagens empregues na Revolucao Industrial e que ainda sao amplamente utilizadas na atualidade, em diversos campos como a robotica e a engenharia automobilistica.[3]

Carta Nautica do Cartografo Portugues Pedro Reinel utilizadas nas viagens com as Caravelas no periodo do descobrimento do Brasil.

Os exercitos chineses, gregos e romanos empregaram maquinas e invencoes complexas como a artilharia que foi desenvolvida pelos gregos por volta do seculo IV a.C.. Estes desenvolveram a trirreme, a balista e a catapulta. Na Idade Media, foi desenvolvido o trabuco.[3][4]

Renascimento

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Nos seculos XV e XVI, a engenharia naval emerge em Portugal. Os novos tipos de navios entao desenvolvidos, como a caravela, a nau redonda e o galeao, irao ser fundamentais nos grandes descobrimentos maritimos.[3]

William Gilbert e considerado o primeiro engenheiro eletrotecnico, devido a publicacao da obra De Magnete em 1600, o qual foi o criador do termo "eletricidade".[3]

A primeira maquina a vapor foi construida em 1698 por Thomas Savery, que assim e considerado o primeiro engenheiro mecanico moderno. O desenvolvimento deste aparelho deu origem a Revolucao Industrial nas decadas seguintes, permitindo o inicio da producao em massa.[3]

Com a ascensao da engenharia como profissao, durante o seculo XVIII, o termo tornou-se mais estritamente empregue para designar as atividades para cujos fins eram aplicadas a matematica e a ciencia. Alem disso, alem das engenharias militar e civil, tambem foram incorporadas na engenharia o que antes eram conhecidas como "artes mecanicas".

Era moderna

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A engenharia eletrica pode tracar as suas origens as experiencias de Alexandre Volta em 1800, as experiencias de Michael Faraday, Georg Ohm e outros, bem como a invencao do motor eletrico em 1872. O trabalho de James Maxwell e de Heinrich Hertz no final do seculo XIX deu origem a eletronica.[3]

As invencoes de Thomas Savery e de James Watt deram origem a moderna engenharia mecanica. O desenvolvimento de maquinas especializadas e de ferramentas para a sua manutencao durante a Revolucao Industrial levaram ao crescimento acentuado da engenharia mecanica.[3]

A engenharia quimica tal como a engenharia mecanica, desenvolveu-se no seculo XIX, durante a Revolucao Industrial. A producao a escala industrial precisava de novos materiais e de novos processos.[7] Por volta de 1880, a necessidade da producao em larga escala de quimicos era tanta que foi criada uma nova industria, dedicada ao desenvolvimento e fabricacao em massa de produtos quimicos em novas fabricas. A funcao do engenheiro quimico era a de projetar essas novas fabricas e processos.[3]

A engenharia aeronautica lida com o projeto de aeronaves. Nos tempos modernos, comecou-se tambem a designa-la como "engenharia aeroespacial", dando enfase a expansao daquele campo da engenharia que passou tambem lidar com o projeto de veiculos espaciais.[8] As suas origens podem ser tracadas ate aos pioneiros da aviacao da viragem do seculo XIX para o seculo XX. Os conhecimentos primitivos de engenharia aeronautica eram largamente empiricos, com alguns conceitos e pericias a serem importados de outros ramos da engenharia. A partir dos experimentos muito bem sucedidos realizados por Alberto Santos Dumont no inicio do Seculo XX, como o primeiro voo com balao dirigivel com motor a gasolina realizado em 1901, o primeiro no mundo a descolar a bordo de um aviao impulsionado por um motor a gasolina em 23 de outubro de 1906, voando cerca de 60 metros a uma altura de dois a tres metros com o Oiseau de Proie' (frances para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris e apenas alguns anos depois dos bem sucedidos voos dos irmaos Wright, a decada de 1920 viu um desenvolvimento intensivo da engenharia aeronautica, atraves do desenvolvimento de avioes militares da epoca da Primeira Guerra Mundial. Entretanto, as pesquisas, para fornecer bases cientificas fundamentais, continuaram atraves da combinacao da fisica teorica com experiencias.[3]

Durante a Segunda Guerra Mundial, inicia-se o desenvolvimento da engenharia de computacao e da engenharia de automacao industrial. A expansao radical da informatica depois do final da guerra tornou os engenheiros ligados a tecnologia em alguns dos maiores grupos de profissionais da engenharia.[3]

Tradicionalmente, a engenharia lidava apenas com objetos concretos e palpaveis. Modernamente, porem, esse cenario mudou. A engenharia lida agora tambem com entidades nao-palpaveis, tais como custos, obrigacoes fiscais, aplicacoes informaticas e sistemas.[9]

Na engenharia, os conhecimentos cientificos, tecnicos e empiricos sao aplicados para exploracao dos recursos naturais e para a concepcao, construcao e operacao de utilidades.[10]

Resolucao de problemas

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O projeto e a instalacao de aerogeradores representam problemas de aplicacao de varias ciencias e de tecnicas da engenharia.

Os engenheiros aplicam as ciencias fisicas e matematicas na busca por solucoes adequadas para problemas ou no aperfeicoamento de solucoes ja existentes. Mais do que nunca, aos engenheiros e agora exigido o conhecimento das ciencias relevantes para os seus projetos, o que resulta que eles tenham que realizar uma constante aprendizagem de novas materias ao longo de todas as suas carreiras.

Se existirem opcoes multiplas, os engenheiros pesam as diferentes escolhas de projeto com base nos seus meritos e escolhem a solucao que melhor corresponda aos requisitos. A tarefa unica e crucial do engenheiro e identificar, compreender e interpretar os constrangimentos de um projeto, de modo a produzir o resultado esperado. Normalmente, nao basta construir um produto tecnicamente bem sucedido, sendo tambem necessario que ele responda a outros requisitos adicionais.

Os constrangimentos podem incluir as limitacoes em termos fisicos, criativos, tecnicos ou de recursos disponiveis, a flexibilidade para permitir modificacoes e adicoes futuras, alem de fatores como os custos, a seguranca, a atratividade comercial, a funcionalidade e a suportabilidade. Atraves da compreensao dos constrangimentos, os engenheiros obtem as especificacoes para os limites dentro dos quais um objeto ou sistema viavel pode ser produzido e operado.

Tipicamente, os engenheiros irao tentar prever o quao bem os seus projetos se irao comportar em relacao as suas especificacoes, antes de ser iniciada a producao em larga escala. Para isso, irao empregar, entre outros: prototipos, maquetes, simulacoes, testes destrutivos, testes nao destrutivos e testes de esforcos. Testar assegura que o produto ira comportar-se de acordo com o esperado.[11]

Como profissionais, os engenheiros levam a serio a sua responsabilidade em produzir projetos que se comportem conforme o esperado e que nao causem males nao intencionados ao grande publico. Tipicamente, os engenheiros incluem uma margem de seguranca nos seus projetos para reduzir o risco de falha inesperada. contudo, quanto maior a sua margem de seguranca, menos eficiente se podera tornar o projeto.

A engenharia tambem se ocupa do estado dos produtos falhados. A sua aplicacao e muito importante a seguir a desastres como o colapso de pontes ou a queda de avioes, onde uma analise cuidadosa e necessaria para descobrir as causas das falhas ocorridas. Este estudo podera ajudar o projetista a avaliar o seu projeto com base em condicoes reais ocorridas no passado com projetos semelhantes.

O uso do computador

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Simulacao computacional do lancamento de uma nave espacial.

Tal como nas restantes atividades cientificas e tecnologicas, os computadores e os programas informaticos desempenham um papel cada vez mais importante na engenharia. Existem inumeras aplicacoes assistidas por computador especificas para a engenharia. Os computadores podem ser usados para gerarem modelos de processos fisicos fundamentais, que podem ser resolvidos atraves de metodos numericos.

Umas das ferramentas mais utilizadas pelos engenheiros sao as aplicacoes de desenho assistido por computador (CAD), que lhes permitem criar desenhos e esquemas em 2D e modelos em 3D. As aplicacoes CAD, juntamente com as aplicacoes de maquete digital (DMU) e de engenharia assistida por computador (CAE), incluindo as de analise de elementos finitos e de elementos analiticos permitem criar modelos de projetos que podem ser analisados sem a necessidade da construcao de prototipos dispendiosos em termos de custo e de tempo.

Estas aplicacoes permitem que os produtos e componentes sejam verificados para deteccao de falhas, avaliados em termos de montagem e ajustamento e estudados em termos de ergonomia. Tambem permitem a analise das carateristicas dinamicas dos sistemas como as tensoes mecanicas, temperaturas, emissoes eletromagneticas, correntes eletricas, tensao eletrica, vazao e cinematica. O acesso e a distribuicao de toda esta informacao e geralmente organizado atraves do uso de aplicacoes de gestao de dados do produto (PDM).

Existem tambem uma serie de ferramentas para suporte de tarefas especificas de engenharia, como as aplicacoes de fabricacao assistida por computador (CAM) que geram instrucoes para as maquinas de controle numerico computadorizado (CNC), as de gestao de processos de fabrico (MPM) para a engenharia de producao, as de desenho de eletronica assistido por computador (ECAD ou EDA) para desenho de esquemas de circuitos eletricos e de circuitos impressos para a engenharia eletronica, as de manutencao, reparacao e operacoes para a gestao da manutencao e as de arquitetura, engenharia e construcao (AEC) para a engenharia civil.

Recentemente, o uso do computador no auxilio ao desenvolvimento de utilidades passou a ser coletivamente conhecido como gestao do ciclo de vida do produto.

Ramos da engenharia

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Ver artigo principal: Ramos da engenharia
Engenharia de Minas: exploracao subterranea de cobre e zinco, em Neves-Corvo, Portugal.
Teste de utilizacao de biocombustivel num motor a jato de aviacao, uma aplicacao comum das engenharias mecanica, aeronautica e quimica.
Irrigacao de um campo de algodao, uma aplicacao da engenharia agricola.
Rede de distribuicao de eletricidade, uma aplicacao da engenharia eletrica.

A engenharia e uma ciencia bastante abrangente que e muitas vezes subdividida em diferentes ramos ou especialidades. Cada uma destas especialidades preocupa-se com um determinado tipo de tecnologia ou com um determinado campo de aplicacao. Apesar de inicialmente um engenheiro se formar normalmente numa especialidade especifica, ao longo da sua carreira na maioria dos casos, ira tornar-se polivalente, penetrando com o seu trabalho em diferentes areas da engenharia.[3][6]

Historicamente, existiam a engenharia militar e a engenharia naval. A partir da engenharia militar comecou por desenvolver-se o ramo da engenharia civil. Posteriormente, a engenharia civil (em sentido lato) subdividiu-se em diversas especialidades:[3][6]


Paralelamente, algumas das ciencias agrarias aproximaram-se da engenharia e acabaram por nela se integrar, originando especialidades como:

  • Engenharia agronomica - vocacionada para a concepcao e exploracao de processos agropecuarios;
  • Engenharia de pesca - vocacionada para a exploracao de toda a cadeia do pescado em larga escala (incluindo a aquicultura) e criacao de novos metodos, ela faz parte das ciencias agrarias, sendo de enorme importancia para revolucao da pratica pesqueira e aquicola, que juntamente com a agricultura sao uma das praticas mais antigas do mundo;
  • Engenharia florestal - vocacionada para a exploracao das florestas e para a producao de produtos florestais;
  • Engenharia zootecnica - vocacionada para o desenvolvimento da pecuaria.[3][6]

Com o surgimento das engenharias relacionadas com a agricultura, surge a dicotomia entre estas e a engenharia industrial que agrupa as especialidades industriais referentes a engenharia civil, mecanica, eletrica, quimica e de minas. A engenharia industrial ira contudo deixar de ser um agrupamento de especialidades e tornar-se ela propria numa especialidade da engenharia, vocacionada para o aperfeicoamento de processos e da gestao industrial atraves da integracao dos fatores tecnologicos, humanos e economicos.[3]

Posteriormente, com o rapido avanco da tecnologia, desenvolveram-se e ganharam proeminencia diversos novos campos da engenharia, como os de materiais, aeronautica, automacao, telecomunicacoes, computacao, nuclear, molecular, ambiente, geologica, alimentar e biomedica. Alguns dos novos campos da engenharia resultam da subdivisao de especialidades iniciais ou, pelo contrario, da combinacao de diferentes especialidades.[3]

O prestigio da engenharia fez com que areas fora dela tambem a ela se quisessem associar. Surgiram assim campos exteriores ao que convencionalmente e considerado engenharia, mas tambem referidos como tal, sendo alguns exemplos a "engenharia juridica", a "engenharia financeira", a "engenharia comercial" e a "engenharia social".

Quando uma nova area da engenharia emerge, normalmente e inicialmente definida como uma sub-especialidade ou como uma derivacao de especialidades ja existentes. Frequentemente, existe um periodo de transicao entre o aparecimento do novo campo e o crescimento do mesmo ate ter uma dimensao ou proeminencia suficientes para poder ser classificado como nova especialidade da engenharia. Um indicador chave para essa emergencia e o numero de cursos criados nessa especialidade nas principais instituicoes de ensino superior.

Existe uma consideravel sobreposicao de materias comuns a todas as especialidades da engenharia. Todas elas, fazem grande aplicacao da matematica, da fisica e da quimica.[15]

Relacao com outras ciencias e artes

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Ciencias

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Coracao artificial, resultante da cooperacao entre a medicina e a engenharia.
Leonardo da Vinci, o exemplo perfeito da associacao entre o engenheiro, o artista e o cientista.

Existe uma sobreposicao entre a pratica da ciencia e a da engenharia. Na engenharia aplica-se a ciencia. Ambas as atividades baseiam-se na observacao atenta dos materiais e dos fenomenos. Ambas usam a matematica e criterios de classificacao para analisarem e comunicarem as observacoes.[3]

Espera-se que os cientistas interpretem as suas observacoes e facam recomendacoes versadas para acoes praticas baseadas nessas interpretacoes. Os cientistas podem tambem desempenhar tarefas totalmente de engenharia como a do desenho de aparelhos experimentais ou a da construcao de prototipos. Reciprocamente, no processo de desenvolvimento de tecnologia, os engenheiros ocasionalmente apanham-se a explorar novos fenomenos, transformando-se assim, momentaneamente, em cientistas.[3]

No entanto, a pesquisa em engenharia tem um caracter diferente da pesquisa cientifica. Em primeiro lugar, frequentemente lida com areas em que a fisica e a quimica basicas sao bem conhecidas, mas os problemas em si sao demasiado complexos para serem resolvidos de uma forma exata. Exemplos, sao o uso de aproximacoes numericas nas equacoes de Navier-Stokes para a descricao do fluxo aerodinamico sobre uma aeronave ou o uso da regra de Miner para calculo dos danos provocados pela fadiga do material. Em segundo lugar, a pesquisa em engenharia emprega muitos metodos semiempiricos que sao estranhos a pesquisa cientifica pura, sendo um exemplo o do metodo da variacao de parametros.[16]

Essencialmente, pode dizer-se que os cientistas tentam entender a natureza enquanto que os engenheiros tentam fazer coisas que nao existem na natureza.[17]

Medicina e biologia

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O estudo do corpo humano, em algumas das suas formas e propositos, constitui uma importante ligacao entre a medicina e alguns campos da engenharia. A medicina tem como objetivo sustentar, aumentar e ate substituir funcoes do corpo humano, se necessario, atraves do uso da tecnologia.

A moderna medicina pode substituir varias funcoes do corpo atraves do uso de proteses e orgaos artificiais e pode alterar significativamente varias dessas funcoes atraves de dispositivos como implantes cerebrais e marca-passos. A bionica e um campo especifico que se dedica ao estudo dos implantes sinteticos em sistemas naturais.[18][19]

Reciprocamente, alguns campos da engenharia olham para o corpo humano como uma maquina biologica que merece ser estudada e dedicam-se a melhorar muitas das suas funcoes atraves da substituicao da biologia pela tecnologia. Isto levou a campos como a inteligencia artificial, as redes neurais, a logica difusa e a robotica. Existem tambem interacoes substanciais entre a engenharia e a medicina.[20][21]

Ambos os campos fornecem solucoes para problemas do mundo real. Isto, frequentemente, requer avancar mesmo antes de um fenomeno ser completamente compreendido em termos cientificos o que faz com que a experimentacao e o conhecimento empirico sejam uma parte integral tanto da medicina como da engenharia.

A medicina ocupa-se do estudo do funcionamento do corpo humano o qual, como uma maquina biologica, tem muitas funcoes que podem ser modeladas atraves do uso de metodos da engenharia. O coracao, por exemplo, funciona como uma bomba hidraulica, o esqueleto funciona como uma estrutura e o cerebro produz sinais eletricos. Estas semelhancas, bem como a crescente importancia da aplicacao dos principios da engenharia a medicina levou ao desenvolvimento da engenharia biomedica, que usa conceitos de ambas.[22][23][24][25]

Novos ramos emergentes da ciencia, como a biologia de sistemas, vem adaptando ferramentas analiticas tradicionalmente usadas na engenharia, como a modelacao de sistemas e a analise computacional, para a descricao de sistemas biologicos.

A moderna engenharia deriva em parte do que, antigamente, eram consideradas as artes mecanicas. Ainda se mantem muitas ligacoes entre as modernas artes e a engenharia, que sao diretas em alguns campos como os da arquitetura, da arquitetura paisagista e do design industrial, ao ponto destas disciplinas serem parte integrantes dos curriculos de alguns cursos superiores de engenharia.[26][27][28][29]

De entre as figuras historicas famosas, Leonardo da Vinci e um bem conhecido artista e engenheiro do Renascimento, constituindo um exemplo da ligacao entre as artes e a engenharia.[30]

Outros campos

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A ciencia politica, pegou no termo "engenharia" e empregou-o no ambito do estudo de varios assuntos como a engenharia social e a engenharia politica, que lidam com a formacao das estrutura politica e social usando uma metodologia da engenharia associada aos principios da ciencia politica.

Ensino da engenharia

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Daniel-Charles Trudaine, engenheiro e fundador da Ecole Royale des Ponts et Chaussees.

Ate ao seculo XX, na maioria dos paises, o ensino da engenharia era realizado em escolas superiores especializadas nao universitarias, uma vez que tradicionalmente o ensino das universidades se concentrava em areas como as humanidades, a medicina e o direito. Hoje em dia, no entanto, alem de continuar a ser realizado em escolas especiais, o ensino da engenharia e ja realizado na maioria das grandes universidades.

Na maioria dos paises, os cursos que dao acesso a profissao de engenheiro tem uma duracao minima de quatro ou cinco anos. Nos paises cujos sistemas de ensinos seguem os moldes do Processo de Bolonha, a formacao de um engenheiro implica a realizacao do 2o ciclo do ensino superior, incluindo normalmente um total de cinco anos de estudos e a realizacao de uma dissertacao, tese ou estagio final. Em alguns destes paises, a conclusao do 1o ciclo de um curso superior de engenharia podera dar acesso a profissao de engenheiro tecnico ou de tecnico de engenharia.

E dificil determinar quais eram as mais antigas escolas de engenharia, uma vez que o ensino de materias que hoje fazem parte da engenharia vem ja desde a antiguidade. No entanto, segundo os padroes modernos podem apontar-se as seguintes escolas precursoras deste ensino:

  1. Ecole Royale des Ponts et Chaussees - fundada em 1747 em Paris, Franca;
  2. Bergakademie Freiberg - fundada em 1765 em Freiberg, Saxonia (hoje Alemanha);
  3. Academia de Mineria y Geografia Subterranea de Almaden - fundada em 1777, em Almaden, Espanha;
  4. Stavovska inzenyrska skola - fundada em 1787, em Praga, Boemia (hoje Republica Checa);
  5. Academia Real de Fortificacao, Artilharia e Desenho - fundada em 1790 em Lisboa, Portugal;
  6. Real Seminario de Mineria - fundado em 1792, no Mexico;
  7. Real Academia de Artilharia, Fortificacao e Desenho - fundada em 1792, no Rio de Janeiro, Brasil;
  8. Ecole Polytechnique - fundada em 1794 em Paris, Franca;
  9. Kaiserlich-Koniglich Polytechnisches Institut - fundado em 1815, em Viena, Austria;
  10. Polytechnische Schule Karlsruhe - fundada em 1825 em Karlsruhe, Baden (hoje Alemanha).

Em 2017, a consultoria britanica Quacquarelli Symonds (QS) publicou recentemente a atualizacao de 2017 do seu ranking de cursos de Engenharia Civil com o MIT ficando em primeiro lugar.

Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro.

O ensino da engenharia no Brasil tem origem em 1699, altura em que o Rei D. Pedro II de Portugal ordena a criacao aulas de fortificacao em varios pontos do Ultramar Portugues. O objetivo era formar tecnicos de engenharia militar nos territorios ultramarinos, de modo a que estes estivessem menos dependentes de engenheiros vindos do Reino. Em territorio brasileiro, seriam criadas destas aulas no Rio de Janeiro, em Salvador e no Recife.[31]

No entanto, a mais antiga escola a ministrar cursos de engenharia segundo os moldes modernos foi a Real Academia de Artilharia, Fortificacao e Desenho, fundada em 1792 no Rio de Janeiro pela rainha D. Maria I de Portugal, segundo o modelo da academia com o nome semelhante existente em Lisboa. A atual Escola Politecnica do Rio de Janeiro e o Instituto Militar de Engenharia consideram-se sucessores daquela academia, razao pela qual este ultimo reivindica ser a mais antiga escola de engenharia das Americas.[31][32]

Seculo XIX No seculo XIX, o cenario educacional brasileiro testemunhou um impulso significativo na formacao em engenharia. Em 1810, foi fundada a Escola Real de Ciencias, Artes e Oficios, precursora da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo dos anos, surgiram instituicoes emblematicas, como a Escola Politecnica de Sao Paulo (1893) e a Escola Politecnica da Universidade Federal da Bahia (1896), marcando avancos no ensino tecnico.

Seculo XX O seculo XX viu a expansao do ensino de engenharia, com a criacao de diversas escolas em todo o pais. Destacam-se a Escola Politecnica da Universidade de Sao Paulo, (que foi fundada como Escola Politecnica de Sao Paulo em 1893, sendo incorporada a Universidade de Sao Paulo quando esta foi criada em 1934) e a Universidade Estadual de Campinas (1966), consolidando o papel das instituicoes paulistas na formacao de engenheiros. Nas decadas seguintes, novas escolas foram estabelecidas, como a Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (1948) e a Universidade de Brasilia (1962).

Os profissionais de engenharia e de areas correlatas sao regulamentados pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e fiscalizados pelos conselhos regionais.[33]

Ha um crescente deficit de engenheiros no Brasil devido, em grande parte, ao alto indice de evasao dos estudantes da graduacao na area. A Federacao Nacional dos Engenheiros estima que seriam necessarios ao menos 60 mil novos engenheiros formados por ano em um "cenario de expansao economica". Todavia, em 2011, esse numero foi de apenas 42,8 mil segundo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira - Inep.[34][35]

Em 2017, a consultoria britanica Quacquarelli Symonds (QS) publicou recentemente a atualizacao de 2017 do seu ranking de cursos de Engenharia Civil com a USP ficando em primeiro lugar no Brasil.

Em 2019 foram publicadas as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de engenharia no Brasil.[36]

Portugal

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Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Em Portugal, o ensino do que e hoje a engenharia remonta a formacao em artes mecanicas e em ciencias fisicas e matematicas, realizadas desde a Idade Media. Destaca-se o ensino da construcao naval, ja com metodologias tecnicas e cientificas avancadas, que leva ao desenvolvimento de novos tipos de navios, permitindo as grandes exploracoes maritimas portuguesas.

O ensino da moderna engenharia comecou a desenvolver-se na primeira metade do seculo XVII, com a necessidade de engenheiros militares em virtude da Guerra da Restauracao. Para a formacao dos mesmos, em 1647, o Rei D. Joao IV funda a Aula de Fortificacao e Arquitetura Militar em Lisboa. Em 1699, o Rei D. Pedro II ordena a criacao de aulas de fortificacao em varios locais do Ultramar, como Angola e Brasil. Em 1707, a Aula de Fortificacao e Arquitetura Militar e transformada na Academia Militar da Corte, sendo tambem criadas academias militares provinciais, a primeira das quais em Viana do Minho e, posteriormente, tambem em Elvas e Almeida. Em 1779, aquelas academias sao extintas, ao mesmo tempo que e criada a Academia Real de Marinha, cujos estatutos preveem a existencia de uma escola de engenharia e fortificacao, a qual seria frequentada pelos candidatos a engenheiros militares, depois da frequencia do Curso Matematico dos Oficiais Engenheiros realizado na Academia de Marinha.[37][38]

A referida escola de engenharia e fortificacao so vira a ser criada pela Rainha D. Maria I, a 2 de janeiro de 1790, na forma da Academia Real de Fortificacao, Artilharia e Desenho (ARFAD). Esta e considerada a primeira escola moderna de engenharia portuguesa e uma das primeiras do mundo. Na ARFAD era realizado um curso militar, que para os candidatos a oficiais engenheiros tinha a duracao de quatro anos, incluindo as cadeiras de fortificacao regular, de fortificacao irregular, de arquitetura civil e de hidraulica, alem de uma aula de desenho. A admissao no curso de oficiais engenheiros implicava a habilitacao com os dois primeiros anos do curso matematico da Academia Real da Marinha ou, em alternativa, a habilitacao com um curso preparatorio na Faculdade de Matematica da Universidade de Coimbra.[37][38][39]

Durante o seculo XIX, o ensino superior de engenharia ira desenvolver-se com a criacao de diversas escolas militares e civis. Em 1837, sao criadas a Escola Politecnica de Lisboa e a Escola do Exercito - por remodelacao, respetivamente da Academia Real da Marinha e da ARFAD - mantendo-se o sistema da primeira ministrar os preparatorios cientificos dos cursos de engenharia a serem realizados na segunda. Alem do curso de engenharia militar, a Escola do Exercito passa tambem a ministrar o curso de engenharia civil. Em 1837, e tambem criada a Academia Politecnica do Porto, com os cursos completos de engenheiros civis nas especialidades de minas, de pontes e estradas e de construtores navais, alem dos preparatorios para acesso a Escola do Exercito. Em 1896, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa passa a ministrar um curso superior industrial, diplomando engenheiros industriais.[37]

No seculo XX, o ensino da engenharia passa pela primeira vez a ser realizado na universidade, quando a Academia Politecnica do Porto e integrada na nova Universidade do Porto, criada em 1911, com os seus cursos de engenharia a estarem na genese da atual Faculdade de Engenharia daquela Universidade. Ao mesmo tempo, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa e desdobrado, com o seu ensino de engenharia a dar origem ao Instituto Superior Tecnico. Entretanto, na sequencia da reforma do ensino superior agricola, o antigo curso de agronomia da origem aos cursos de engenheiro agronomo e de engenheiro silvicultor do Instituto Superior de Agronomia.[40]

Tambem se desenvolve o ensino medio tecnico industrial, cujos diplomados passam a ser considerados engenheiros auxiliares em 1918 e agentes tecnicos de engenharia em 1926. Os institutos industriais sao transformados em estabelecimentos de ensino superior em 1974, passando a ministrar cursos de bacharelato, cujos diplomados passam a ser engenheiros tecnicos.[41]

Atualmente, o ensino da engenharia e realizado em universidades e institutos politecnicos, tanto publicos como privados. Sao oferecidas varias centenas de cursos de engenharia de 1o e de 2o ciclo. No entanto, apenas uma pequena percentagem destes esta acreditada, pela Ordem dos Engenheiros ou pela Ordem dos Engenheiros Tecnicos, dando aos seus diplomados um acesso automatico as profissoes, respetivamente, de engenheiro e de engenheiro tecnico.

Ver tambem

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Notas e referencias

  1. | WICKERT, jonathan. introducao a engenharia mecanica. 4o Edicao,Cengage learning, 2023.
  2. | O que e engenharia?
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  5. | Dicionario Houaiss da Lingua Portuguesa, Lisboa: Circulo de Leitores, 2002
  6. | a b c d e HEITOR, Manuel, BRITO, Jose Maria B. e ROLLO, Maria Fernanda (coordenadores), Engenho e Obra - Engenharia em Portugal no Seculo XX, Lisboa: Dom Quixote, 2002
  7. | GUERRA, Franklin. Historia da Engenharia em Portugal. 2 ed. Pubindustria, 1995.
  8. | TELLES, Pedro C. Historia Da Engenharia No Brasil (Portuguese Edition). Sao Paulo, Clube De Engenharia, 1993.
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  12. | WICKERT, Jonathan. Introducao a engenharia mecanica. 3a Ed. CENGAGE Learning, 2012
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  18. | McGEE, Ellen M., MAGUIRE Jr., G. Q., Ethical Assessment of Implantable Brain Chips, Boston University
  19. | EVANS-PUGHE, C. IEEE technical paper: Foreign parts (electronic body implants)
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  21. | IEEE Engineering in Medicine and Biology
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  26. | Lehigh University project: We wanted to use this project to demonstrate the relationship between art and architecture and engineering
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  40. | Instituto Superior de Agronomia - A Sua Historia
  41. | ZANOTTA, M.L. Para compreender a ciencia. Garamond; 2a edicao, 2020.

Ligacoes externas

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