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Johann Wolfgang von Goethe

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(Redirecionado de Goethe)
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Johann Wolfgang von Goethe
Goethe em 1828, oleo sobre tela de Stieler.
Nascimento
Morte
22 de marco de 1832 (82 anos)

Nacionalidaderomano-germanico
ConjugeChristiane Vulpius
Alma materUniversidade de Leipzig, Universidade de Estrasburgo
OcupacaoPoeta, romancista, dramaturgo, diretor de teatro, filosofo, teorico de arte, diplomata, funcionario do governo, polimata
Movimento literarioClassicismo de Weimar, Sturm und Drang
Magnum opusFausto
Os Sofrimentos do Jovem Werther
Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister
Assinatura

Johann Wolfgang von Goethe (alemao: ['jo:han 'volfgang 'go:t@] (escutari); Frankfurt am Main, 28 de agosto de 1749 - Weimar, 22 de marco de 1832) foi um polimata, autor e estadista alemao do Sacro Imperio Romano-Germanico que tambem fez incursoes pelo campo da ciencia natural. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alema,[1] do iluminismo alemao[2] e do Romantismo europeu, nos finais do seculo XVIII e inicios do XIX. Juntamente com Friedrich Schiller, foi um dos lideres do movimento literario alemao Sturm und Drang e, posteriormente, do Classicismo de Weimar.

De sua vasta producao fazem parte: romances, pecas de teatro, poemas, escritos autobiograficos, reflexoes teoricas nas areas de arte, literatura e ciencias naturais. Alem disso, sua correspondencia epistolar com pensadores e personalidades da epoca e grande fonte de pesquisa e analise de seu pensamento.

Por meio do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a Europa no ano de 1774 e, mais tarde, houve um amadurecimento de sua producao, influenciada sobretudo pela parceria com Schiller, com o qual tornou-se o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Sua obra-prima, porem, e o drama tragico Fausto, publicado em fragmento em 1790, depois em primeira parte definitiva em 1808 e, por fim, numa segunda parte, em 1832, ano de sua morte, tomando-lhe, portanto, a vida inteira. Goethe e ate hoje considerado o mais importante escritor alemao, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo.[1]

Berco de Goethe, em Frankfurt, Alemanha (Hirschgraben Grosser)

Johann Wolfgang von Goethe nasceu em 28 de agosto de 1749 em Frankfurt am Main, Alemanha. Era o filho mais velho de Johann Caspar Goethe (Frankfurt am Main, 29 de julho de 1710 - Frankfurt am Main, 25 de maio de 1782). Homem culto, jurista que nao exerceu a profissao, Caspar vivia dos rendimentos de sua fortuna. A mae de Goethe, Catharina Elisabeth Textor Goethe (Frankfurt am Main, 19 de fevereiro de 1731 - Frankfurt am Main, 15 de setembro de 1808), procedia de uma familia de poder economico e posicao social, sendo tetraneta de uma das irmas de Lucas Cranach, o Jovem, filho de Lucas Cranach, o Velho e descendente de Henrique III de Hesse-Marburg.[3] Casou-se aos 17 anos e teve outros filhos, dos quais apenas um viera a chegar a idade adulta.

Educados, inicialmente, pelo proprio pai e, depois, por tutores contratados, Goethe e a irma receberam uma ampla educacao que incluia o estudo de frances, ingles, italiano, latim, grego, ciencias, religiao e desenho. Goethe teve aulas de violoncelo e piano, alem de danca e equitacao. O contato com a literatura se deu desde a infancia, atraves das historias contadas por sua mae e da leitura da Biblia. A familia tinha uma biblioteca que continha mais de 2 000 volumes.

Juventude: Estudos e primeiras producoes literarias

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Por decisao de seu pai, Goethe iniciou os estudos na Faculdade de Direito de Leipzig em 1765, mostrando-se, porem, pouco interessado. Goethe dedicava-se mais as aulas de desenho, xilogravura e gravura em metal, e aproveitava a vida longe da casa dos pais entre teatros e noites na boemia. Acometido por uma doenca, possivelmente tuberculose, em 1768 retorna para a casa dos pais.

Enquanto se recupera, dedica-se a leituras, experiencias com alquimia e astrologia. Nesse mesmo ano, Goethe escreve sua primeira comedia: Die Mitschuldigen. Logo depois, em 1769, Goethe publica sua primeira antologia, Neue Lieder. Em abril de 1770 volta aos estudos de direito, agora em Estrasburgo, dessa vez mostrando-se mais interessado. Durante esse periodo, conheceu Johann Gottfried Herder, teologo e estudioso das artes e da literatura. Herder influenciou Goethe trazendo a ele leituras como Homero, Shakespeare e Ossian assim como o contato com a poesia popular (Volkspoesie).

Nesse periodo, Goethe escrevera poemas a Friederike Brion, com a qual mantinha um romance. Esses poemas, mais tarde, ficaram conhecidos como Sesenheimer Lieder. Neles ja se expressa fortemente o inicio de uma nova producao literaria lirica.

No verao de 1771, Goethe licencia-se na faculdade de direito.

Sturm und Drang (Tempestade e Impeto)

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Goethe, 1775.

De volta a Frankfurt am Main, Goethe trabalha sem muito animo em seu escritorio de advocacia, dando maior importancia a poesia. Ao fim de 1771 escreveu Geschichte Gottfriedens von Berlichingen mit der eisernen Hand, que veio a ser publicado dois anos depois sob o titulo Gotz von Berlichingen da mao de ferro. A peca veio a valer como a primeira obra do movimento Sturm und Drang (Tempestade e Impeto).

Em 1772 Goethe mudou-se para Wetzlar, a pedido do pai, para trabalhar na sede da corte da justica imperial. La conheceu Charlotte Buff, noiva de seu colega Johann Christian Kestner, por quem se apaixonou. O escandalo dessa paixao obrigou-o a deixar Wetzlar. Um ano e meio depois, em 1774, Goethe publica Die Leiden des Jungen Werthers (Os Sofrimentos do Jovem Werther). Com esse romance, tornou-se rapidamente conhecido em toda a Europa.

O periodo entre seu retorno de Wetzlar e a partida a Weimar foi um dos mais produtivos de sua carreira. Alem de Werther, Goethe escreveu, entre outros, poemas que se tornaram exemplares de sua obra, como Prometheus, Ganymed e Mahomets Gesang, alem de pecas como Clavigo (Clavigo), Stella, e outras mais curtas como Gotter, Helden und Wieland. Nesse periodo Goethe inicia seu trabalho mais conhecido, Faust (Fausto).

Em Weimar

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Em 1775, Carlos Augusto herda o governo de Saxe-Weimar-Eisenach e convida Goethe a visitar a Weimar, capital do ducado. Disposto a desfrutar os prazeres da corte, Goethe aceita o convite a acaba por mudar-se para Weimar.[1] Em pouco tempo a populacao o acusa de desencaminhar o principe, que por sua vez reage e faz Goethe comprometer-se com setores do governo. Goethe passa entao, como ministro, a exercer alguns servicos administrativos, como inspecionar minas e irrigacao do solo, entre outros. Goethe viveu ate 1786 na cidade, onde veio a exercer diversas funcoes politico-administrativas.[4] Em Weimar, Goethe viveu um afetuoso romance com Charlotte von Stein, do qual restaram documentados mais de 2 mil cartas e bilhetes.

Com o trabalho diario na administracao da cidade, restava-lhe pouco tempo para sua pratica poetica. Nesse periodo, Goethe trabalha na escrita em prosa de Iphigenie auf Tauris (Ifigenia em Tauride), alem de Egmont, Torquarto Tasso e Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, e dos poemas Wandrers Nachtlied, Grenzen der Menschheit e Das Gottliche.

Por volta de 1780, Goethe passa a ocupar-se sistematicamente com pesquisas na area das ciencias naturais. Seu interesse demonstrou-se principalmente nas areas de geologia, botanica e osteologia.[5]

Ele tambem fez parte da Ordem Bavara dos Illuminati, com um documento comprovando que ele nela ingressou em 1783, sob o codinome "Abaris", e uma carta de 1784 com sua assinatura indicando que ele tinha o elevado cargo de "Regente" na sociedade secreta. Rene Le Forestier afirma que Goethe teria entrado na ordem talvez em imitacao ao seu protetor, o duque Carlos Augusto, que tambem fazia parte dela, mas outra possibilidade e a de que Goethe entrou como um observador para acompanhar as decisoes politicas potencialmente perigosas que se desenvolviam. A loja da ordem em Weimar teve pouco impacto e foi encerrada ao final de 1784, mas o movimento secreto era considerado politicamente perigoso e, apos sua supressao, os participantes de Weimar provavelmente tiveram medo de que suas associacoes fossem reveladas e que sofressem represalias. Goethe manteve-se em silencio por toda vida sobre seus dias de filiacao e sobre a teoria da conspiracao que surgiu em torno da Ordem em 1787. Da Revolucao Francesa em diante, Goethe exerceu ativamente a supressao de sociedades secretas, sendo inclusive contrario a instalacao de uma loja maconica em Jena, a partir de suas recomendacoes ao duque.[6]

Viagem a Italia

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Goethe estava cada vez mais insatisfeito com trabalho na administracao publica e seu relacionamento com Charlotte se desgastou, desencadeando uma crise com relacao aos rumos que tomou em sua vida. Por conta disso, em 1786, partiu sem pre-aviso para a Italia usando um pseudonimo, ja que na epoca ja havia se tornado um autor famoso. Goethe passou por Verona, Veneza e Lago di Garda, ate chegar a Roma, onde permaneceu ate 1788, tendo tambem visitado nesse meio tempo Napoles e Sicilia.[1] Em abril daquele ano, Goethe deixou Roma, e dois meses depois desembarcou novamente em Weimar.

Na Italia, Goethe conheceu as construcoes e obras de arte da Antiguidade Classica e do Renascimento. Encantou-se especialmente pelos trabalhos de Rafael e Andrea Palladio. La se dedicou ao desenho, decidindo-se, porem, pela profissao de poeta. Entre outras coisas Goethe versificou nesse periodo Iphigenie auf Tauris (Ifigenia em Tauride), finalizou Egmont, doze anos apos o iniciado da escrita desse, e deu prosseguimento a Tasso.

A viagem fora para Goethe uma experiencia reestabelecedora.

Classicismo de Weimar

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Johann Wolfgang von Goethe, pintura a oleo por Gerhard von Kugelgen, 1808/1809.

De volta a Weimar, Goethe estabelece amizade com Johanna Schopenhauer, mae do filosofo Arthur Schopenhauer. Alem disso, Goethe conhece Christiane Vulpius, uma mulher de 23 anos, de origem simples e sem prestigio social. Mesmo com a pouca aceitacao da sociedade weimarense, Goethe e Christiane casam-se em 1806, mesmo ano que a cidade e invadida pelos franceses em ocasiao da expansao napoleonica. O casal permaneceu junto ate a morte dela em 1816.

Goethe assume cargos de influencia politica nas areas de cultura e ciencias. De 1791 a 1817 Goethe dirige o teatro de Weimar (antes dirigira a escola de desenho) Ao mesmo tempo Goethe era membro conselheiro na Universidade de Jena, onde conheceu, entre outros, Friedrich Schiller, Georg Hegel e Friedrich Schelling.

Em 1794, inicia amizade com Friedrich von Schiller, que passa tambem a residir em Weimar. Essa amizade entre os dois grandes escritores e celebrada como um dos marcos simbolicos da literatura alema.

Ciencias naturais e poesia

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Nos anos posteriores a sua viagem a Italia, Goethe empenhou-se nas pesquisas em ciencias naturais. Em 1790 ele publica uma obra chamada Versuch die Metamorphose der Pflanzen zu erklaren, e inicia sua pesquisa sobre as cores, assunto ao qual se dedicou ate o fim de sua vida. A Teoria das Cores e publicada em 1810.[1]

As obras da decada de 1790 fazem parte Romische Elegien, uma colecao de poemas eroticos, a maneira classica, sobre a paixao de Goethe por Christiane. Da viagem a Italia vieram os Venetiatischen Epigrame, poemas satiricos sobre a Europa da epoca. Goethe escreveu tambem uma serie de comedias satirizando a Revolucao Francesa: Der Grob-Cophta (1791), Der Burgergeneral (1793), e o fragmento Die Aufgeregten (1793).

Em 1794 Schiller convida Goethe para colaborar na revista de arte e cultura: Die Horen. Goethe aceita o convite e a partir dai inicia-se uma aproximacao entre os dois intelectuais, que resultou numa intima amizade. Ambos desaprovavam a revolucao e apoiavam a estetica da antiguidade classica como ideal artistico.

Como resultado de suas discussoes a respeito dos fundamentos esteticos da arte, Schiller e Goethe desenvolveram ideias artisticas que deram origem ao Classicismo de Weimar.

Nesse periodo, Schiller convence Goethe a retomar a escrita de Faust (Fausto) e acompanha o nascimento de Wilhelm Meister Lehrjahre (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister). Alem dessas obras, Goethe escreve no mesmo periodo Unterhaltungen deutscher Ausgewanderten e o epico escrito em hexametro classico Hermann und Dorothea.

Em 1805, interfere para que Hegel seja nomeado professor na Universidade de Berlim. A morte de Schiller nesse mesmo ano, foi uma grande perda para o amigo Goethe,

Em 1808, Napoleao condecora Goethe, no Congresso de Erfurt, com a grande cruz da Legiao da Honra. De acordo com sua correspondencia, sobretudo os registros de Eckermann, seu.amigo, Goethe ficou bastante aturdido com a Revolucao Francesa. Prova disso e a segunda parte de Fausto, publicada postumamente, conforme carta ao amigo, ao qual dizia para so se abrir o pacote apos sua morte, num profundo lamento, prevendo que sua literatura seria deixada no esquecimento.

Ultimos anos do poeta

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Monumento a Goethe no Lincoln Park em Chicago.

Nos anos que seguiram a morte de Schiller, Goethe adoeceu diversas vezes. Atormentado com os acontecimentos decorrentes da invasao Napoleonica a Weimar, Goethe vive uma fase pessimista. Desta epoca provem seu ultimo romance, Die Wahlverwandschaften, de 1809. Um ano depois Goethe comeca a escrever sua autobiografia.

Um ano apos a morte da esposa (1816), Goethe organiza seus escritos e publica os trabalhos: Geschichte meines botanischen Studiums (1817); Italianischen Reise (1817) (Viagem a Italia), diario e reflexoes de sua viagem, em duas partes, respectivamente; Wilhelm Meister Wanderjahre (1821) e Zur Naturwissenschaft uberhaupt (1824). Em 1823, Johann Peter Eckermann torna-se secretario de Goethe e o ajuda na revisao e publicacao de escritos ate sua morte. As Conversas com Goethe sao fruto dessa colaboracao.

Durante esse periodo Goethe dedicava-se a escrita de Faust, que veio a finalizar, apos 16 anos de trabalho, em 1830. Aos 82 anos, em 22 de marco de 1832, Goethe morre na cidade de Weimar. Encontra-se sepultado no Cemiterio Historico de Weimar, Turingia na Alemanha[7] ao lado de Friedrich Schiller.

Trabalho cientifico

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Quanto ao que fiz como poeta,... nao me orgulho disso... Mas, no meu seculo, sou a unica pessoa que conhece a verdade na dificil ciencia das cores - daquilo, digo, eu nao estou nem um pouco orgulhoso, e aqui tenho uma consciencia de uma superioridade a muitos.

-- Johann Eckermann, Conversas com Goethe

Embora seu trabalho literario tenha atraido o maior interesse, Goethe tambem esteve profundamente envolvido nos estudos de ciencias naturais.[8] Ele escreveu varios trabalhos sobre morfologia e teoria das cores. Goethe tambem tinha a maior colecao particular de minerais de toda a Europa. Na epoca de sua morte, para obter uma visao abrangente da geologia, ele havia coletado 17 800 amostras de rochas.[9]

Seu foco na morfologia e no que mais tarde foi chamado de homologia influenciou os naturalistas do seculo XIX, embora suas ideias de transformacao fossem sobre a metamorfose continua dos seres vivos e nao se relacionassem as ideias contemporaneas de "transformismo" ou transmutacao de especies. A homologia, ou conforme Etienne Geoffroy Saint-Hilaire chamou-a de "analogia", foi usada por Charles Darwin como forte evidencia de ascendencia comum e de leis de variacao.[10] Os estudos de Goethe (notadamente com um cranio de elefante emprestado a ele por Samuel Thomas von Soemmerring) o levaram a descobrir independentemente o osso intermaxilar humano, tambem conhecido como "osso de Goethe", em 1784, o qual Broussonet (1779) e Vicq d'Azyr (1780) haviam (usando metodos diferentes) identificado varios anos antes.[11] Embora nao fosse o unico em seu tempo a questionar a visao predominante de que esse osso nao existia nos seres humanos, Goethe, que acreditava que os anatomistas antigos conheciam esse osso, foi o primeiro a provar sua existencia em todos os mamiferos. O cranio do elefante que levou Goethe a essa descoberta, e posteriormente foi nomeado como Elefante Goethe, ainda existe e e exibido no Ottoneum em Kassel, Alemanha.[12]

Durante sua jornada pela Italia, Goethe formulou uma teoria da metamorfose vegetal, na qual a forma arquetipica da planta pode ser encontrada na folha - ele escreve: "de cima para baixo, uma planta e toda folha, unida de maneira tao inseparavel ao futuro broto que um nao pode ser imaginado sem o outro".[13] Em 1790, ele publicou seu A Metamorfose das Plantas.[14][15] Como um dos muitos precursores na historia do pensamento evolucionario, Goethe escreveu em Historia dos Meus Estudos Botanicos (1831):

A exibicao em constante mudanca das formas das plantas, que acompanho ha muitos anos, desperta cada vez mais dentro de mim a nocao: as formas das plantas que nos cercam nao foram todas criadas em um determinado momento e, em seguida, trancadas na forma dada, elas receberam ... uma feliz mobilidade e plasticidade que lhes permitem crescer e se adaptar a muitas condicoes diferentes em muitos lugares diferentes.[16]

As teorias botanicas de Goethe foram parcialmente baseadas em sua jardinagem em Weimar.[17]

Goethe tambem popularizou o barometro Goethe usando um principio estabelecido por Torricelli. Segundo Hegel, "Goethe ocupou-se bastante com meteorologia; leituras de barometro.interessaram-no particularmente... O que ele diz e importante: o principal e que ele forneca uma tabela comparativa de leituras barometricas durante todo o mes de dezembro de 1822, em Weimar, Jena, Londres, Boston, Boston, Viena, Topel... Ele afirma deduzir que o nivel barometrico varia na mesma proporcao, nao apenas em cada zona, mas que tambem apresenta a mesma variacao em diferentes altitudes acima do nivel do mar".[18]

Espectro de luz, da Teoria das Cores. Goethe observou que, com um prisma, a cor surge nas bordas claro-escuras e o espectro ocorre onde essas bordas coloridas se sobrepoem.

Em 1810, Goethe publicou sua Teoria das Cores, que considerou sua obra mais importante. Nela, ele caracterizou contenciosamente a cor como resultante da interacao dinamica da luz e da escuridao atraves da mediacao de um meio turvo.[19] Em 1816, Schopenhauer desenvolveu sua propria teoria em Sobre a Visao e as Cores base nas observacoes fornecidas no livro de Goethe. Depois de traduzida para o ingles por Charles Eastlake em 1840, sua teoria tornou-se amplamente adotada pelo mundo da arte, principalmente por J. M. W. Turner.[20] O trabalho de Goethe tambem inspirou o filosofo Ludwig Wittgenstein, a escrever seu Remarks on Color (Anotacoes sobre as Cores). Goethe se opos veementemente ao tratamento analitico da cor por Newton, empenhando-se em compilar uma descricao racional abrangente de uma ampla variedade de fenomenos de cores. Embora a precisao das observacoes de Goethe nao admita muitas criticas, sua abordagem estetica nao se presta as exigencias das analises analiticas e matematicas usadas ubiquamente na ciencia moderna. Goethe foi, no entanto, o primeiro a estudar sistematicamente os efeitos fisiologicos da cor, e suas observacoes sobre o efeito das cores opostas o levaram a um arranjo simetrico de sua roda de cores, 'pois as cores diametralmente opostas uma a outra ... sao aquelas que reciprocamente se evocam nos olhos.' (Goethe, Teoria das cores, 1810).[21] Nisso, ele antecipou a teoria das cores oponentes de Ewald Hering (1872).[22]

Goethe descreve seu metodo no ensaio O experimento como mediador entre sujeito e objeto (1772).[23] Na edicao de Kurschner dos trabalhos de Goethe, o editor de ciencias, Rudolf Steiner, apresenta a abordagem de Goethe a ciencia como fenomenologica. Steiner elaborou isso nos livros The Theory of Knowledge Implicit in Goethe's World-Conception[24] e Goethe's World View,[25] nos quais ele caracteriza a intuicao como o instrumento pelo qual se apreende o arquetipo biologico de Goethe -- O Typus.

Novalis, ele proprio um geologo e engenheiro de minas, expressou a opiniao de que Goethe foi o primeiro fisico de seu tempo e "fazedor de epoca na historia da fisica", escrevendo que os estudos de luz de Goethe, da metamorfose de plantas e insetos eram indicacoes e provas "de que a palestra educacional perfeita pertence a esfera de trabalho do artista"; e que Goethe seria superado, 'mas apenas da maneira em que os antigos podem ser superados, em conteudo e forca internos, em variedade e profundidade -- como um artista, na verdade, nao, ou apenas muito pouco, pois sua retitude e intensidade talvez ja sejam mais exemplar do que parece'.[26]

Religiao

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Goethe era um livre pensador que acreditava que alguem poderia ser interiormente cristao sem seguir nenhuma das igrejas cristas, muitas das quais a cujos ensinamentos centrais ele se opunha firmemente, distinguia nitidamente entre Cristo e os principios da teologia crista e criticava sua historia como uma "mistura de falacias" e violencia".[27][28][29] Suas proprias descricoes de seu relacionamento com a fe crista e ate com a Igreja variaram muito e foram interpretadas ainda mais amplamente, de modo que enquanto Eckermann, o secretario de Goethe, retratava-o como entusiasmado com o cristianismo, Jesus, Martinho Luthero e a Reforma Protestante, ate chamando o cristianismo de a "religiao suprema",[30][31][32] em uma ocasiao Goethe se descreveu como "nao anticristao, nem a-cristao, mas decididamente nao cristao",[33] e em seu Epigrama Veneziano 66, Goethe listou o simbolo da cruz entre as quatro coisas que ele mais detestava.[34][35] Segundo Nietzsche, Goethe tinha "um tipo de fatalismo quase alegre e confiante" que tem "fe de que somente na totalidade tudo se redime e parece bom e justificado".[36]

Nascido em uma familia luterana, a fe inicial de Goethe foi abalada por noticias de eventos como o terremoto de 1755 em Lisboa e a Guerra dos Sete Anos. A preocupacao de Goethe e a reverencia por Spinoza sao bem conhecidas na historia do pensamento ocidental.[37][38][39][40][41][42][43] Ele foi uma das figuras centrais em um grande florescimento de um neo-espinozismo altamente influente[44][45][46] que ocorreu na filosofia e na literatura alema do final do seculo XVIII e inicio do XIX.[47][48][49][50][51] -- esse foi o primeiro notavel renascimento de Spinoza na historia.[52] Como Lessing e Herder, em muitos aspectos, Goethe era um espinozista dedicado.[53][39][41][54][55][56][57] Como Heinrich Heine, Nietzsche menciona em seus escritos frequentemente Goethe e Spinoza como um par.[42] Sua perspectiva espiritual posterior incorporou elementos do panteismo (fortemente influenciado pelo pensamento de Spinoza),[37][38][40][58] humanismo e varios elementos do esoterismo ocidental,[59] como vistos com maior vivacidade na parte 2 de Fausto. Ele tambem era um panenteista, como alguns outros spinozistas de destaque, pois buscou conciliar o monismo espinosiano com a liberdade individual e reconhece que a natureza esta cheia de Deus, mas que a divindade e algo alem.[60]

Sua filosofia e crenca foi amplamente influenciada pela filosofia grega, tendo estudado obras de Platao e do neoplatonismo, fortemente presente em sua poesia, e afirmado que Deus esta em unidade com a Natureza como "o todo" que serve de fundamento ontologico para a multiplicidade, nocao que ele afirma remontar a antiguidade, desde Plotino.[61] Schelling tambem inspirou-lhe a conciliacao de idealismo e realismo, refletida na sua poesia e ciencia.[62][63] Um ano antes de sua morte, em uma carta a Sulpiz Boisseree, Goethe escreveu que tinha a sensacao de que, durante toda a vida, aspirava a se qualificar como um dos hipsistarianos, uma antiga seita judaico-paga da regiao do Mar Negro que, em seu entendimento, buscava reverenciar o que eles conheciam do melhor e mais perfeito, por estar proximo da Divindade.[64] As crencas religiosas nao-ortodoxas de Goethe o levaram a ser chamado de "o grande pagao" e provocaram desconfianca entre as autoridades de seu tempo, que se opunham a criacao de um monumento de Goethe por causa de seu credo religioso ofensivo.[65] August Wilhelm Schlegel considerou Goethe "um pagao que se converteu ao Isla",[65] o que deve ter sido notavel na Europa devido a influencia que recebeu do sufismo na obra do poeta persa Hafez, levando-o a publicar o Diva Ocidental-Oriental (West-ostlicher Divan), e do Corao, tendo escrito uma narrativa sobre Maome, alem de outras citacoes em seus poemas.[66]

Goethe relatou experiencias pessoais de clarividencia e afirmava um universo animistico, contendo misterios que superam as explicacoes fisicas e racionais, alem de diversas vezes ter tornado publica a sua crenca de que o mundo era repovoado por meio da transmigracao das almas. Em um exemplo, ele diz: "Nao posso explicar o significado, o poder, que esta mulher tem sobre mim de nenhuma outra forma senao atraves da transmigracao das almas".[67]


Goethe era cetico quanto a especulacoes metafisicas racionalistas. Acreditava que a razao humana era incapaz de compreender o misterio divino em sua inteireza. Apos criticar Voltaire, nas Conversacoes com Goethe, de Eckermann, Goethe faz a seguinte afirmacao sobre o homem:

Suas faculdades nao sao suficientes para medir os movimentos do universo, e pretender levar a razao ao cosmos e, dada sua infima posicao, um esforco vao. A razao dos homens e a razao da divindade sao duas coisas muito diferentes... Digo isso apenas como um sinal do quao pouco nos sabemos, e de que nao e bom tocar em misterios divinos.[68]

Na mesma obra, a respeito do cristianismo, Goethe afirma, em seu ultimo ano de vida:

A cultura espiritual pode continuar a progredir, as ciencias naturais podem crescer cada vez mais em extensao e profundidade, e o espirito humano pode se ampliar o quanto quiser: jamais ele ultrapassara a elevacao e a cultura moral do cristianismo como ela cintila e brilha nos Evangelhos! Quanto mais decididamente nos protestantes avancarmos em nosso nobre desenvolvimento, tanto mais rapido nos seguirao os catolicos. Assim que se sentirem tomados pelo grande esclarecimento da epoca, que se propaga cada vez mais, eles terao de seguir-nos, queiram ou nao, ate chegar o dia em que finalmente tudo seja apenas um.[69]

Politica

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Politicamente, Goethe descreveu-se como um "liberal moderado".[70] Critico de Jeremy Bentham, a quem ele chamou de "louco",[71] Goethe elogiava o liberalismo de Francois Guizot.[72] Alem disso, Goethe tinha grande respeito pelo trabalho de seus amigos liberais classicos Wilhelm von Humboldt e Benjamin Constant. Seu liberalismo tinha aspectos conservadores, no sentido burkeano, enfatizando a prudencia e a imperfeicao. Nas Conservacoes com Goethe, de Eckermann, ele diz:

O verdadeiro liberal procura produzir tanto bem quanto puder com os meios que lhe estao a disposicao; mas se guarda de querer extirpar imediatamente pelo fogo e pela espada todas as falhas quase sempre inevitaveis. Esforca-se por, avancando com prudencia, eliminar pouco a pouco as imperfeicoes da vida publica sem, com medidas violentas, destruir ao mesmo tempo outras tantas coisas boas. Neste mundo sempre imperfeito, ele se da por satisfeito com o bom ate que o tempo e as circunstancias lhe permitam alcancar o melhor.[73]

Defensor do federalismo, Goethe mostrava-se cetico quanto aos beneficios de uma centralizacao do poder na Alemanha. Na mesma obra, ele diz:

Pensar que a unidade alema consiste em que o enorme imperio possua uma unica grande capital, e que essa unica grande capital serviria para o bem da grande massa do povo tanto quanto para o bom desenvolvimento de grandes talentos individuais, e um equivoco... Gracas a que a Alemanha e grande, se nao a uma admiravel cultura popular que impregna igualmente todas as partes do Imperio? E essa cultura nao se irradia de cada uma daquelas sedes de governo, que a sustentam e protegem? Supondo-se que ha seculos tivessemos na Alemanha apenas as duas grandes capitais, Viena e Berlim, ou mesmo uma unica, eu me pergunto: como estaria hoje a cultura alema? E o bem-estar geral, que caminha de maos dadas com a cultura?[74]

Goethe era critico da ideia de tornar a sociedade perfeita. Para ele, o correto era que cada cidadao buscasse o melhor em seu restrito campo de atividade, e nao que os governantes implantassem solucoes mirabolantes de melhoria social.

Se pudessemos tornar a humanidade perfeita, tambem se poderia pensar em uma situacao perfeita; mas, do modo como as coisas sao, havera um eterno vaivem, uma parte ira sofrer, enquanto a outra gozara de bem-estar; o egoismo e a inveja continuarao a desempenhar seu papel de demonios malignos e a luta entre os partidos nao tera jamais um fim. O mais sensato e que cada um exerca o oficio para o qual nasceu e que aprendeu, sem impedir que os outros facam sua parte. Que o sapateiro continue com suas formas, o campones atras de seu arado e o principe saiba governar. Pois tambem esse oficio exige um aprendizado e nao deve ser confiado a alguem que nao o compreenda.[75]

Recepcao da obra

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Goethe se torna conhecido em toda a Europa na ocasiao da publicacao de Os Sofrimentos do Jovem Werther. Ja no seculo XIX, Goethe torna-se parte do canone literario, sendo parte do curriculo escolar desde 1860.

Goethe foi aclamado genio no Segundo Reich e suas ideias foram fundamentais para a instauracao da Republica de Weimar, apos a Primeira Guerra Mundial. Ja na Alemanha Nazista, sua obra fora deixada de lado, pois suas ideias humanistas nao cooptavam a ideologia nazista.

Goethe no Brasil

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Grande interessado em culturas, Goethe nao deixou de observar aspectos da cultura brasileira. Em sua biblioteca constavam 17 titulos de obras que tratavam do Brasil, alem de estarem registrados emprestimos de livros do tema na biblioteca de Weimar. Goethe conheceu cancoes tupinambas atraves da leitura de Dos Canibais de Montaigne e mantinha um intercambio de informacoes cientifico com Carl Friedrich Philipp von Martius, a quem costumava chamar de "o brasileiro Martius". Esse e Ness Von Esenbeck o homenagearam batizando de Goethea cauliflora uma especie de Malvaceae brasileira.

O escritor alemao Sylk Schneider, residente em Weimar, publicou o livro Goethes Reise nach Brasilien,[76] no qual discute o interesse de Goethe pelo Brasil nos ambitos poetico, naturalista, mineralogista e tambem economico. Edicao brasileira aumentada em 2022.[77]

Na literatura, Goethe influenciou autores de renome como Machado de Assis e Guimaraes Rosa.

Obras (selecao)

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  • Die Laune des Verliebten (1768)
  • Die Mitschuldigen (1768-1769)
  • Gotz von Berlichingen da mao de ferro (primeira versao 1771, versao definitiva 1773)
  • Clavigo (1774)
  • Urfaust (Fausto Zero) (1775)
  • Stella (1775)
  • Egmont (1775-1788)
  • Iphigenie auf Tauris (1779-1786)
  • Torquato Tasso (1780)
  • Der Gross-Cophta (1791)
  • Der Burgergeneral (1793)
  • Die Aufgeregten (Fragmento, 1793)
  • Das Madchen von Oberkirch (fragmento, 1795/96)
  • Die naturliche Tochter (1801-1803)
  • Fausto I (1806)
  • Fausto II (1832, publicacao postuma)

Romances e novelas

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Poemas famosos

Livros de poesia

Escritos cientificos

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Prosa autobiografica

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Textos traduzidos

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  • ___. O cavaleiro da mao de ferro (Gotz von Berlichingen) ). Trad. Armando Lopo Simeao. Lisboa: Edicoes Ultramar, 1945.
  • ___. Egmont; Tragedia em cinco atos. Trad. Hamilcar Turelli. Sao Paulo: Melhoramentos, 1949.
  • ___. Clavigo; Tragedia. Trad. Carlos Alberto Nunes. Sao Paulo: Melhoramentos, 1949.
  • ___. Estela; Tragedia. Trad. Carlos Alberto Nunes. Sao Paulo: Melhoramentos, 1949.
  • ___. Ifigenia em Tauride; Drama. Trad. Carlos Alberto Nunes. Sao Paulo: Instituto Hans Staden, 1964.
  • ___. Ifigenia em Tauride. Trad. Carlos Alberto Nunes. Sao Paulo: Editora Peixoto Neto, 2016.
  • ____. Memorias: Poesia e Verdade. Traducao de Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1971 (reeditada pela Editora da Universidade de Brasilia / HUCITEC, em dois volumes, 1986).
  • ____. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Traducao: Nicolino Simone Neto. Sao Paulo: Ensaio, 1994.
  • ___. Torquato Tasso: um drama. Traducao de Joao Barrento. Prefacio de Maria Filomena Molder Lisboa: Relogio D'agua, 1999.
  • ____. Escritos sobre literatura. Selecao e Traducao: Pedro Sussekind. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2000.
  • ____. Novela. Sao Paulo. Editora 7Letras, 2004.
  • ___. Fausto zero. Trad. Christine Rohrig. Sao Paulo: Cosac & Naify, 2001.
  • ___. Fausto I: Uma tragedia (Primeira parte). Apresentacao, comentarios e notas de Marcus Mazzari. Trad. Jenny Klabin Segall. Edicao bilingue. Sao Paulo: Editora 34, 2004.
  • ___. Fausto II: Segunda parte da tragedia. Apresentacao, comentarios e notas de Marcus Mazzari. (Trad. Jenny Klabin Segall. Edicao bilingue. Sao Paulo: Editora 34, 2007.1
  • ____. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Sao Paulo: Editora, 34, 2009.
  • ___. Fausto. Trad. Agostinho D'Ornellas. Sao Paulo: Martin Claret, 2004. [inclui a Primeira e Segunda Partes de Faust]
  • ___. Fausto e Werther. Trad. Alberto Maximiliano. Sao Paulo: Nova Cultural, 2002.
  • ____. Viagem a Italia 1786-1788. Trad. Sergio Tellaroli. Sao Paulo: Companhia das Letras, 1999.
  • ___. Escritos sobre arte. Introducao, traducao e notas de Marco Aurelio Werle. Sao Paulo: Associacao Editorial Humanitas / Impressaoficial, 2005.
  • ____. Raineke-Raposo. Sao Paulo. Adaptacao em prosa. Traducao: Tatiana Belinky. Sao Paulo, Companhia das Letras, 1998.
  • ____. O Aprendiz De Feiticeiro. Traducao: Monica Rodrigues da Costa. Sao Paulo: Cosac Naify, 2006.
  • ____. A Tabuada da Bruxa. Traducao: Jenny Klabin Segall. Sao Paulo: Cosac Naify, 2006.
  • ____. Os Sofrimentos Do Jovem Werther. Sao Paulo: Martins Editora, 2007.
  • ____. As Afinidades Eletivas. Traducao: Leonardo Froes. Sao Paulo: Nova Alexandria, 2008.
  • ____. Escritos Sobre Arte. Traducao: Marco Aurelio Werle. Sao Paulo: Imesp, 2008.
  • ____. Trilogia Da Paixao. Edicao Bilingue. Traducao: Erlon Jose Paschoal. Porto Alegre: L&PM Editores, 2009.
  • ____. Correspondencia entre Goethe e Schiller. Traducao e selecao: Claudia Cavalcanti. Sao Paulo: Hedra, 2010.
  • ____. Goethe e Hackert - Sobre a Pintura de Paisagem. Traducao e selecao: Claudia Valladao de Mattos. Sao Paulo: Atelie Editorial, 2008.
  • ____. Ensaios cientificos: uma metodologia para o estudo da natureza. Coletanea. Traducao: Jacira Cardoso. Introducao de Antonio Jose Marques. Sao Paulo: Ad Verbum Editorial / Barany, 2012.
  • ____. "O conto da serpente verde e da linda Lilie". [Traducao de Marchen]; trad. e posfacio de Roberto Cattani. Comentarios de Oswald Wirth. Sao Paulo: Aquariana, 2012 (Colecao Vasto Mundo).
  • ____. "As afinidades Eletivas". Traducao Tercio Redondo. Sao Paulo: Penguim / Companhia das Letras, 2014.
  • ____. A criada de Oberkirch. Traducao Felipe Vale da Silva. Revista In-Traducoes, Florianopolis, v. 7, 2015, p. 49-56.
  • ____ & ECKERMANN, J. P. "Conversacoes com Goethe nos ultimos anos de sua vida". Traducao Mario Luiz Frungillo. Sao Paulo: Editora da UNESP, 2016.
  • ____. "De minha vida, Poesia e Verdade". Traducao Mauricio Mendonca Cardozo. Sao Paulo: Editora da UNESP, 2017.
  • ____. Viagem a Italia 1786-1788. Traducao Wilma Patricia Marzari Dinardo Maas. Sao Paulo: Editora Unesp, 2017.
  • ____. "O Grande Cophta - O Cophta, arranjado como opera - Cancoes Copticas". Traducao Felipe Vale da Silva. Sao Paulo: Aetia Editorial, 2017.
  • ____. "A Metamorfose das Plantas". Sao Paulo: Editora Edipro, 2019.
  • ____. "Diva ocidento-oriental". Traducao: Daniel Martineschen. Sao Paulo: Estacao Liberdade, 2020.
  • ____. "Gotz von Berlichingen da mao de ferro". Traducao Felipe Vale da Silva. Londrina/Sao Paulo: Aetia Editorial, 2020.

Ver tambem

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Referencias

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  34. | Thompson, James (1895). Venetian Epigrams. [S.l.: s.n.]
  35. | Venetian Epigrams, 66, ["Wenige sind mir jedoch wie Gift und Schlange zuwider; Viere: Rauch des Tabacks, Wanzen und Knoblauch und +."]. The cross symbol he drew has been variously understood as meaning Christianity, Christ, or death.
  36. | Friedrich Nietzsche, The Will to Power, SS 95
  37. | a b Goethe, Johann Wolfgang von: Letters from Italy, 1786-1788. Translated from the German by W. H. Auden and Elizabeth Mayer (New York: Penguin Books, 1995). Goethe: "For many years I did not dare look into a Latin author or at anything which evoked an image of Italy. If this happened by chance, I suffered agonies. Herder often used to say mockingly that I had learned all my Latin from Spinoza, for that was the only Latin book he had ever seen me reading. He did not realize how carefully I had to guard myself against the classics, and that it was sheer anxiety which drove me to take refuge in the abstractions of Spinoza."
  38. | a b Johann Peter Eckermann: "Goethe found such a point of view early in Spinoza, and he gladly recognizes how much the views of this great thinker have been in keeping with the needs of his youth. He found himself in him, and so he could fix himself to him in the most beautiful way." [Original in German: "Einen solchen Standpunkt fand Goethe fruh in Spinoza, und er erkennet mit Freuden, wie sehr die Ansichten dieses grossen Denkers den Bedurfnissen seiner Jugend gemass gewesen. Er fand in ihm sich selber, und so konnte er sich auch an ihm auf das schonste befestigen."] (Gesprache mit Goethe in den letzten Jahren seines Lebens, 1831)
  39. | a b Heinrich Heine: "To express myself briefly, Goethe was the Spinoza of poetry. The whole of Goethe's poetry is filled with the same spirit that is wafted toward us from the writings of Spinoza. There is no doubt whatsoever that Goethe paid undivided allegiance to Spinoza's doctrine. At any rate, he occupied himself with it throughout his entire life; in the first part of his memoirs as well as in the last volume, recently published, he frankly acknowledged this. I don't remember now where I read that Herder once exploded peevishly at the constant preoccupation with Spinoza, 'If Goethe would only for once pick up some other Latin book than Spinoza!' But this applies not only to Goethe; quite a number of his friends, who later became more or less well-known as poets, paid homage to pantheism in their youth, and this doctrine flourished actively in German art before it attained supremacy among us as a philosophic theory." (Concerning the History of Religion and Philosophy in Germany, 1833-36) [Translated from the German by Helen Mustard, edited by Jost Hermand and Robert C. Holub; New York: Continuum, 1985]
  40. | a b Friedrich Nietzsche: "Goethe--not a German event, but a European one: a magnificent attempt to overcome the eighteenth century by a return to nature, [...] He sought help from history, natural science, antiquity, and also Spinoza,..." (Twilight of the Idols, 1889)
  41. | a b George Santayana: "Goethe was the wisest of mankind; too wise, perhaps, to be a philosopher in the technical sense, or to try to harness this wild world in a brain-spun terminology. It is true that he was all his life a follower of Spinoza, and that he may be termed, without hesitation, a naturalist in philosophy and a pantheist. His adherence to the general attitude of Spinoza, however, did not exclude a great plasticity and freedom in his own views, even on the most fundamental points. Thus Goethe did not admit the mechanical interpretation of nature advocated by Spinoza. He also assigned, at least to privileged souls, like his own, a more personal sort of immortality than Spinoza allowed." (Three Philosophical Poets: Lucretius, Dante, and Goethe, 1910)
  42. | a b Yovel, Yirmiyahu, 'Nietzsche and Spinoza: Enemy-Brothers,'. In: Spinoza and Other Heretics, Vol. 2: The Adventures of Immanence. (Princeton: Princeton University Press, 1989). Yirmiyahu Yovel: "Speaking of his "ancestors," Nietzsche at various times gives several lists, but he always mentions Spinoza and Goethe--and always as a pair. This is no accident, for Nietzsche sees Goethe as incorporating Spinoza and as anticipating his own "Dionysian" ideal."
  43. | Seung, T. K.: Goethe, Nietzsche, and Wagner: Their Spinozan Epics of Love and Power. (Lanham, MD: Lexington Books, 2006)
  44. | Danzel, Theodor Wilhelm: Uber Goethes Spinozismus. Ein Beitrag zur tieferen Wurdigung des Dichters und Forschers. (Hamburgo: Johann August Meissner, 1843)
  45. | Schneege, Gerhard: Zu Goethes Spinozismus. (Breslau: Druck von O. Gutsmann, 1910)
  46. | Lindner, Herbert: Das Problem des Spinozismus im Schaffen Goethes und Herders. (Weimar: Arion, 1960)
  47. | Warnecke, Friedrich: Goethe, Spinoza und Jacobi. (Weimar: Hermann Bohlaus Nachfolger, 1908)
  48. | Timm, Hermann: Gott und die Freiheit: Studien zur Religionsphilosophie der Goethezeit, Band 1: Die Spinozarenaissance. (Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 1974)
  49. | Morfino, Vittorio (ed.): La Spinoza-Renaissance nella Germania di fine Settecento. (Milano: Edizioni Unicopli, 1998)
  50. | Morfino, Vittorio: Genealogia di un pregiudizio. L'immagine di Spinoza in Germania da Leibniz a Marx. (Hildesheim: Georg Olms Verlag AG, 2016)
  51. | Forster, Michael N.: Herder's Philosophy. (Oxford: Oxford University Press, 2018): "Lessing, Herder, and Goethe; Holderlin; the German Romantics Schleiermacher, Friedrich Schlegel, and Novalis; the German Idealists Schelling and Hegel - all of them subscribed to one or another version of Spinoza's monistic, deterministic metaphysics."
  52. | Galik, Marian (1975), "Two Modern Chinese Philosophers on Spinoza (Some Remarks on Sino-German Spinoza's 'Festschrift')". Oriens Extremus 22(1): 29-43: "The Germans, however, were the first to manifest serious interest in him. Their first great philosopher Leibniz went to seek his advice and his counsel; they were the only ones to invite him to lecture at their university. Even though Leibniz concealed him from the world, the Germans revealed him to the world. The generation of their greatest philosophers and poets from the second half of the 18th and the first half of the 19th centuries grew up under his influence. Goethe read him together with Charlotte von Stein, and even read him together with her in Latin. To Hegel, Spinoza was "der Mittelpunkt der modernen Philosophie"."
  53. | Johann von Goethe: "...Happily, I had already prepared if not fully cultivated myself on this side, having in some degree appropriated the thoughts and mind of an extraordinary man, and though my study of him had been incomplete and hasty, I was yet already conscious of important influences derived from this source. This mind, which had worked upon me thus decisively, and which was destined to affect so deeply my whole mode of thinking, was Spinoza. After looking through the world in vain, to find a means of development for my strange nature, I at last fell upon the Ethics of this philosopher. Of what I read out of the work, and of what I read into it, I can give no account. Enough that I found in it a sedative for my passions, and that a free, wide view over the sensible and moral world, seemed to open before me. [...] The all-composing calmness of Spinoza was in striking contrast with my all-disturbing activity; his mathematical method was the direct opposite of my poetic humour and my way of writing, and that very precision which was thought ill-adapted to moral subjects, made me his enthusiastic disciple, his most decided worshipper." (The Autobiography of Goethe: Truth and Poetry: From My Own Life, 1848) [Traduzido do Alemao por John Oxenford; London: George Bell and Sons, 1897]
  54. | Melamed, S. M.: Spinoza and Buddha: Visions of a Dead God. (Chicago: University of Chicago Press, 1933). S. M. Melamed (1933): "Not only Goethe's poetry but his science is Spinozistically motivated. Convinced of the oneness of nature, he approached it with a certainty to discover in it oneness, and his discovery of the os intermaxtllare in man, which influenced the development of comparative anatomy, is one of the by-products of his Spinozistic sentiments. In his theory of the metamorphosis of the plants, which he expounded scientifically and poetically, he also expressed a good deal of Spinozism. Spinoza enabled him to read the various pages of nature as one book. Goethe respected Kant and may be described as a Kant scholar, but he was a Spinoza adherent. His world-picture is Spinozistic and not Kantian."
  55. | Bollacher, Martin: Der junge Goethe und Spinoza. Studien zur Geschichte des Spinozismus in der Epoche des Sturm und Drang. (Tubingen: Niemeyer, 1968)
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  70. | Peter Eckermann, Johann (2016). Conservacoes com Goethe nos Ultimos Anos de sua Vida, 1823-1832. Sao Paulo: Unesp. Dumont - replicou Goethe - e justamente um liberal moderado, como sao e devem ser todas as pessoas racionais, como o sou tambem eu, que sempre procurei no longo curso de minha vida agir segundo esse principio.
  71. | Peter Eckermann, Johann (2016). Conservacoes com Goethe nos Ultimos Anos de sua Vida, 1823-1832. Sao Paulo: Unesp. Para mim - disse ele -, trata-se de um interessante problema ver como um homem tao racional, tao moderado e tao pratico quanto Dumont pode ser um discipulo e fiel admirador de um louco como esse Bentham.
  72. | Peter Eckermann, Johann (2016). Conservacoes com Goethe nos Ultimos Anos de sua Vida, 1823-1832. Sao Paulo: Unesp. Guizot - disse Goethe, entre outras coisas - e o tipo de homem que me agrada, e solido. Possui conhecimentos profundos, combinados a um liberalismo esclarecido que, colocando-se acima dos partidos, segue seu proprio caminho.
  73. | Peter Eckermann, Johann (2016). <<1830>>. Conservacoes com Goethe nos Ultimos Anos de sua Vida, 1823-1832. Sao Paulo: Unesp
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Bibliografia sobre Goethe

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